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Diga "NÃO" ao sectarismo! 

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A quantidade de organizações consideradas seitas pela literatura cristã evangélica é considerável. 

Seus membros são extremamente convictos e dificilmente podem ser dissuadidos por outra posição que não seja a que aprenderam.

Segundo Augustus Nicodemus, em "O que estão fazendo com a igreja", Editora Mundo Cristão, p. 148, "historicamente, todos os fundadores de seitas, dentro e fora do cristianismo, sempre reivindicaram que foram iluminados por Deus para conhecerem a verdade final, que havia sido oculta da Igreja até então. Foi assim que os mórmons, as Testemunhas de Jeová, seitas apocalípticas, o G-12, o movimento de batalha espiritual e o próprio islamismo começaram. O que todos eles têm em comum é a crença de que a verdade evolui, cresce e muda, e que revelações contemporâneas de Deus têm mais autoridade que as Escrituras."

 Por sua vez, Jaziel Guerreiro Martins, em seu livro “Seitas e Heresias do Nosso Tempo” (Ed. AD Santos), cita diversas denominações sectárias, comentando seus comportamentos comuns e outros particulares. Em sua obra, percebe-se que há uma coincidência de atitudes e ensinamentos entre todas essas organizações, em especial o proselitismo e o exclusivismo (afirmar que só eles são salvos ou os únicos certos). 

Referido comportamento foi observado pela Dra. Rebecca Brown na igreja de seus pais, segundo deixou registrado em seu livro “Prepare-se para a guerra”, Rio de Janeiro, Ed. Danprewan, pp. 30-32, que passo a destacar alguns trechos: 

“Os anos passaram e os problemas vieram. O grupo religioso em que meus pais estavam tornou-se muito maligno e controlado por demônios. Eles afirmavam ser, o único povo em todo o mundo que conhecia a verdade e que iria ao céu. Alcoolismo e adultério estavam sem controle dentro do grupo. Eu era desprezada tanto dentro quanto fora do grupo, o que me causou muitas horas de lágrimas, mas o Senhor estava mantendo o pacto e livrando-me de relações pecaminosas. 

O controle mental demoníaco era tão grande dentro do grupo que todos eram completamente dominados pelo medo, inclusive meus pais. Ela tornou-se uma seita rigidamente controladora. Os membros eram ensinados que perderiam a salvação se deixassem o grupo ou se desobedecessem aos lideres. Mas minha mãe já havia me ensinado nos meus primeiros anos de vida que eu era, sempre, diretamente responsável perante Deus por qualquer coisa que fizesse ou dissesse, que não deveria jamais estar apenas seguindo um grupo, e que eu deveria sempre estudar a Palavra de Deus (a Bíblia) e decidir por mim mesma o que era certo e o que era errado, de acordo com a Palavra de Deus. Ela não sabia que estava me ensinando justamente acerca do grupo em que esteve durante toda a sua vida. 

(...) No vigésimo sexto ano da minha vida eu finalmente cortei os laços com o grupo no qual crescera (...) Eu morria de medo de ir a uma igreja, porque o grupo no qual cresci e vivi ensinou que as igrejas formais que tinham pastores estavam operando contra o Espírito Santo, e que se qualquer um de nós fosse a uma igreja o Senhor nos mataria ou nos entregaria a Satanás para sermos atormentados. Aquele ensino estava completamente errado, mas eu não estava tão certa disso e estava aterrorizada de ir a uma igreja” 

Não quero fazer nenhum juízo de valor sobre a experiência pessoal da autora, mas creio que o fato por ela relatado pode nos aproveitar na medida em que desejamos que a igreja evangélica brasileira não tome este mesmo caminho do isolamento e da soberba, a ponto de parecer uma seita antibíblica. Cumpre a nós líderes evangélicos trabalharmos pela união e fortalecimento do povo de Deus, desfazendo os círculos que isolam os rebanhos e que promovem a divisão e o ódio, traduzido em soberba, vaidade e presunção, coisas que estão longe de serem chamadas de fruto do Espírito. 

Em 25 de agosto de 2008. 

Pastor Sólon Pereira

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