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O culto judaizante dos nicolaítas gnósticos

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Você já viu isso?

Você já percebeu que a igreja moderna está influenciada pelo experimentalismo, gnosticismo e humanismo antropocêntrico? 
Você já notou que grandes líderes religiosos, até mesmo de denominações tradicionais, que comandam associações de pastores são maçons? 
Você já observou a invasão da cultura judaica nas denominações neopentecostais? 
Você acha que essas coisas procedem do evangelho de Jesus ou dos ensinamentos dos apóstolos à Igreja? 
Talvez, você já tenha visto dentro de sua igreja, além da cruz, diversos símbolos judaicos, óleos para ungir coisas e realizar rituais de libertação, shofar (chifre de animal), menorás (candelabros), estrela de Davi, estolas (mantos especiais) e outras cerimonias que misturam rituais da Lei com o culto da igreja. 

A confusão se instala porque, afinal, a maioria dessas coisas foram tiradas da bíblia, não é mesmo?

Entretanto, o conhecimento da bíblia e da história da igreja podem nos ajudar a entender que estamos voltando ao passado. Sim, mas não para reaver a essência do evangelho, mas para romper com ele. 

Releia os evangelhos e a história do nascimento da igreja no livro de Atos dos Apóstolos e observe a realidade do evangelho da salvação ensinado por Jesus e a simplicidade da igreja que nasceu com os ensinamentos dos apóstolos. 

Posso parecer radical para quem já se acostumou com o neopentecostalismo, mas a realidade é que as práticas introduzidas na igreja moderna são, na verdade, anticristãs e já foram fortemente combatidas nos primeiros séculos da igreja de Jesus, quando nicolaítas, judaizantes e gnósticos tentaram introduzir suas doutrinas na igreja de Jesus. 

Dos ensinamentos de Nicolau (abomináveis, segundo o apóstolo João – Ap 2:6, 15) surgiram as intenções de se dominar sobre o povo com hierarquias, em vez de se exercer liderança espiritual servidora, como nos ensinaram Jesus e Paulo. Daí, também, aflorou o instinto carnal de se exercer poder eclesiástico, com distanciamento do povo, com soberba e com torpe ganância por posição e riquezas. 

Os judaizantes queriam que os cristãos gentios cumprissem a Lei de Moisés, com suas proibições, imposições, festas e rituais, a exemplo da circuncisão. Isso chegou a provocar um concílio dos apóstolos em Jerusalém, ocasião em que foram reprovadas tais influências no meio da igreja, ao passo que ficou definido que aos gentios não se deveriam impor práticas judaicas. Mas, a praga parece que nunca se erradica completamente. Ela vai e volta, uma vez que a antiguidade e a mística do judaísmo sempre atrai muita gente. Ainda no século IV em oito homílias Adversus Judaeos (Contra os Judeus), João Crisóstomo (347 - 407) prega contra essa doutrina. Ainda hoje, são vários os grupos ditos cristãos que observam práticas judaizantes, em palavras, ritos e culto, afirmando que os que assim não fazem se tornam malditos por transgredirem “a Lei do Eterno”. Por outro lado, o Judaísmo legítimo vê essa imitação dos não-judeus como um sacrilégio às suas tradições sagradas. 

Por último, temos os gnósticos que tentaram por séculos sincretizar filosofia com cristianismo, misturando toda sorte de conhecimentos humanos, inclusive os místicos, com os ensinamentos bíblicos. Chegaram a ser reconhecidos como praticantes da "Alta Teologia", mas perderam força ao serem declarados heréticos pelos intelectuais cristãos que decidiram combater as heresias que estavam maculando o evangelho de Cristo. 

Pois bem, o desconhecimento do Novo Testamento e da própria história nos leva a repetir os mesmos sacrilégios do passado e a admitir ensinamentos e práticas heréticas como se fossem novas revelações para a igreja do nosso tempo. 

O fato é que temos hoje os mesmos movimentos heréticos infiltrados na igreja. A igreja virou uma grande massa de manobra de homens poderosos, maçons, ocupantes de altos cargos eclesiásticos e políticos, que entram nas casas das pessoas pela TV, pelo rádio e pela internet, mas estão distantes do povo. Reúnem grandes multidões em seus eventos, apresentando seus conceitos, ideologias e práticas enquanto afastam os homens de suas pequenas igrejas, onde poderiam ser visitados, cuidados e assistidos. 

Os nicolaítas são poderosos e adorados, são rochas submersas nas festas de fraternidade, banqueteando-se às custas das contribuições dos pobres. Estes só cuidam de si mesmos. São estrelas errantes, pois estão em destaque na mídia, mas dão mau testemunho com suas vidas desregradas e distantes do padrão de Jesus Cristo. 

Nessa mesma linhagem de homens poderosos estão os que manipulam as pessoas por meio de apresentações de um poder cuja origem é altamente duvidosa, uma vez que suas práticas não encontram amparo nas escrituras sagradas. Não é difícil notar a quantidade de rituais antibíblicos com suas linguagens judaizantes que mais se parecem cabala evangélica recheada de misticismo. Se no tempo do Apóstolo Paulo havia judeus exorcistas que não seguiam Jesus nem Paulo (At 19:13), hoje temos a mesma quantidade de exorcistas que igualmente não se importam com os ensinamentos nem de Jesus nem de Paulo. 

Entretanto, é fácil perceber a fascinação dos homens por demonstração de poder sobre espíritos malignos. A ênfase, agora, está especialmente nos movimentos de libertação, altamente associados à hipnose de palco (quem conhece, sabe o que eu estou dizendo). Vejam o vídeo que coloquei no site (http://celeiros.com.br/videos-religiao#ul-id-72-3). Neste vídeo tem uma parte que mostra um pouco sobre a hipnose de palco. 

Por último, o sincretismo religioso moderno tem revelado que o gnosticismo está de volta. São comuns as grandes reuniões da igreja onde a bíblia é apenas pano de fundo para se introduzir ensinamentos das ciências humanas. Lê-se um ou dois versículos bíblicos apenas como ilustração, enquanto toda a mensagem é um desenrolar de ensinamentos da psicologia, da filosofia, do humanismo e da necessidade material dos ouvintes. 

Diante disso, devemos conhecer as escrituras sagradas, a história e ser mais observadores, para não decairmos da graça e ter Jesus apenas como a cereja do bolo, enquanto o conteúdo dos ensinamentos dentro da igreja baseiam-se em experiências pessoais, distração da mente com mantras (música evangélica repetitiva, às vezes apenas instrumental, mas insistente enquanto mensagens subliminares são plantadas nas mentes), efeitos visuais que impressionam (pessoas rodopiando ou caídas no chão aos prantos "cheias do poder de Deus"), enquanto outros manifestam demônios e amedrontam quem está assistindo. 

O fato é que o contexto que apresentamos é o ambiente perfeito para se empurrar no público incauto conceitos judaizantes sobre pureza, santidade, autoridade, fidelidade, contribuições financeiras, gnosticismo, sincretismo etc. Apesar do fundo de verdade que os envolvem, normalmente possuem alguma distorção que não permitem que se sustentem diante de um estudo minucioso e paciente da palavra de Deus. 

Por essa razão os gurus evangélicos do nosso tempo não gostam de teologia e nem de estudos sistemáticos da Bíblia. Chegam a fazer chacota dos estudiosos, como se fossem uns coitados que estudam, estudam, mas nunca veem o "poder de Deus". 

Fica a dica: a Palavra de Deus é o nosso guia e fundamento da nossa fé! Cuidado com os ensinamentos dos experimentalistas que distorcem as escrituras sagradas e mutilam os valores mais básicos do evangelho de Cristo. 

Se você já havia notado isso, procure se aprofundar no conhecimento da essência dos ensinamentos de Jesus. Estude seus princípios básicos e elementares e viva esse evangelho simples, mas eficaz para lhe garantir a salvação. 

Em, 12 de outubro de 2016. 

Pastor Sólon Pereira

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