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Vão e façam "bons cultos em" todas as Nações

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 A ordem do Mestre

18. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. 19. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20. ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". (Mateus 28:18-20)

Sem desprezar os ritos e os modelos de reuniões formais, creio que “fazer culto” não deveria ser o principal objetivo de nenhum crente e de nenhuma liderança evangélica. É claro que reconheço os benefícios de uma reunião formal da igreja. E para não ser injusto, admito que sou testemunha de diversas operações sobrenaturais em cultos que participei. Vi, também, muitas pessoas sendo convencidas a se tornarem evangélicas e a abandonarem vícios e certas práticas consideradas pecaminosas. 

Mas, confesso que sempre ficava intrigado ao perceber que muitas dessas pessoas não se tornavam imitadoras de Cristo e nem do Apóstolo Paulo. 

Vaidade, sensualidade, preocupação com a autoimagem não são características da pessoa de Jesus, mas são marcas dos crentes deste novo tempo. As redes sociais, os programas evangélicos de televisão e os shows gospel estão aí para comprovar isso. 

Em relação ao caráter, nossos contatos diários com os crentes modernos nos surpreendem cada vez mais. Muitos se revelam desonestos em seus negócios, pouco compromissados com a verdade, egoístas, interesseiros e dispostos a ingressar com ações judiciais contra seus irmãos para defender causas materialistas, uma vez que nem pensam na possibilidade de suportar algum dano. 

Dentro do ambiente religioso, são constantes as notícias de disputas de poder, rachas de igrejas e de deslealdades. Sem falar na soberba e na presunção de pessoas ou até mesmo de grupos inteiros. 

Quando o assunto é família, ficamos perplexos com a quantidade de casamentos que se desfazem do mesmo modo que se dissolvem as famílias de pessoas incrédulas. A surpresa é maior quando líderes religiosos (pastores e “pastoras”), que pareciam ser modelos de felicidade conjugal e familiar, rompem com os padrões cristãos e ainda continuam com seus ministérios como se isso fosse algo natural. 

Vendo tudo isso, perguntamos: que diferença faz ser ou não ser crente? O que houve com o “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.”? (1 Co 11:1). E com o: “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Fp 3:17). 

O que faz de nós crentes seria o fato de frequentarmos alguma igreja, participarmos de cultos e de reuniões regulares? Se é assim, podemos entender, então, por que tanta preocupação com bons cultos, com ministração de louvor, apresentações, teatros, danças, testemunhos, mensagens sobre dízimos e ofertas, pregação, apelo e avisos. Ao final, todos voltam para casa com a consciência tranquila e com a sensação de dever cumprido: “somos crentes e prestamos nosso culto a Deus”. 

É possível afirmar que hoje temos dezenas de opções de bons cultos para assistirmos em nossa cidade, mas se esses não são capazes de tornar os frequentadores em imitadores de Cristo, podemos concluir, também, que são ineficazes em atingir o propósito bíblico de tornar os frequentadores em discípulos de Cristo Jesus. 

O que definimos como “culto bom” não significa necessariamente que tenha atendido o anseio de Deus. Pode ter sido bom apenas para os presentes, em relação às suas expectativas terrenas: encontro social, boa música, boa apresentação, boa mensagem, brados de júbilo em torno de afirmações do que queremos ouvir... enfim, algo que nos emocione, nos alegre e nos motive a viver cada vez mais para nós mesmos. 

Ante isso, devemos nos questionar se a mudança que aconteceu em nossas vidas quando nos tornamos ativistas religiosos (frequentadores de cultos, de reuniões e de seminários) deixou-nos mais parecidos com Jesus ou mais parecidos com o modelo religioso prevalente. Talvez, esse modelo inclua o abandono de vícios e de maus hábitos, mas não implique em transformação de caráter ou um rompimento com a vaidade, com o egoísmo e com o materialismo. 

O que esperamos da igreja? Um bom culto ou um discipulado comprometido com os ensinamentos e padrões de Cristo? 

O fato é que as lideranças evangélicas estão cada vez mais preocupadas em fazer bons cultos do que em fazer discípulos de Jesus. Até parece que poderemos agradar a Jesus cantando, louvando, dando glórias, dançando e nos emocionando enquanto nos distanciamos de seus exemplos, mandamentos e padrões. 

Neste caso, mesmo reconhecendo o valor de uma reunião ou de um culto, acredito, honestamente, que o discipulado precisa de tomar o seu lugar, não só para tornar-se prioritário, mas para produzir resultados que, de fato, agradem a Deus. 

Creio que, se os cultos formais não estão produzindo mudança nas vidas dos seus expectadores, estão apenas atendendo o padrão religioso. Um sistema bem caro e que precisa cada vez mais de financiadores, diga-se de passagem. 

O que fazer diante desse cenário?Certamente você já leu diversas vezes as seguintes palavras de Jesus. Mas, desta vez, leia com um pouco mais de atenção: 

14. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram". 15. "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. 16. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? (...) 21. "Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ 23. Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’ 24. "Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. (Mateus 7:14-24) 

Sejamos prudentes. Nosso padrão é Cristo. Padrão é para ser seguido e não para ser admirado. Se seguimos quem não imita a Cristo, estaremos nos afastamos do modelo cada vez mais. Por que? Porque um líder vaidoso nada ensinará contra a vaidade. O soberbo não falará contra a soberba. O ganancioso não será contra o materialismo. O sensual não pregará contra a sensualidade. O divorciado não repudiará o divórcio. O imoral não defenderá a imoralidade ... Se assim fizer, sua vida testemunhará contra sua mensagem e cedo ou tarde cairá em descrédito e seu ministério ruirá. 

É por isso que fazer bons cultos é mais gratificante do que pastorear, mais simples do que ensinar toda a verdade e, acima de tudo, mais fácil do que dar bons exemplos. 

Em 10 de setembro de 2016. 

Pastor Sólon Pereira

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