Igreja cristã Celeiros
Voltar para a lista

Dr. Augustus Nicodemus versus bispas e pastoras 

Em carta fictícia, Dr. Augustus Nicodemus apresenta as principais razões pela qual Deus não avaliza o levantamento de presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.O Reverendo não nega a capacidade das mulheres de exercer posições de lideranças no contexto social em que vivemos, mas afirma que falta ao gênero feminino aprovação divina para o exercício da liderança eclesiástica, missão que foi reservada pelo próprio Deus a homens cristãos qualificados. 

 “E este padrão, claramente encontrado na Bíblia, vale como norma para nossos dias, pois se baseia em princípios teológicos e não culturais.” 

Entre diversos argumentos, Nicodemus sustenta que, embora mulheres tenham sido juízas e profetisas em Israel, não há qualquer referência bíblica que indique que algumas delas tenham sido ungidas, consagradas e ordenadas como sacerdotisas. Os casos de Débora e de Hulda servem apenas para atestar que Deus pode usar mulheres para falar ao seu povo, mas não que elas possam ser ordenadas. 

Enfrentando a grande polêmica que gira em torno da questão, afirma o reverendo que Jesus não estava limitado em seu ministério pela cultura machista da época. Se não escolheu mulheres como apóstolas foi porque isso não convinha e não porque temia a incompreensão das pessoas ou por receio de escandalizar quem quer que fosse. Exemplifica seu argumento afirmando que o filho de Deus rompeu com vários paradigmas culturais de sua época, a exemplo dos diálogos públicos com mulheres, inclusive com uma samaritana, além de quebrar o sábado, as leis da dieta religiosa dos judeus e relacionar-se com gentios. 

Avançando sobre a doutrina deixada à igreja, lembrou que Paulo determinou que presbíteros e diáconos deveriam ser maridos de uma só mulher e que deveriam governar bem a casa deles. 

Àqueles que pensam que a cultura dos tempos bíblicos está ultrapassada e que, por isso, alguns conceitos bíblicos, considerados intransigentes em nosso século, deveriam ser repensados, pergunta: “se Paulo vivesse hoje teria outra opinião sobre a homossexualidade?” 

Por fim, alertou que, caso permitamos tais adaptações em prol da modernidade, abrimos a porta para a entrada de qualquer coisa que seja aceitável em nossa cultura, mesmo que seja condenada nas Escrituras, a exemplo da fornicação e das relações sexuais abertas no casamento.

Em 22/2/2017

Por: Pr. Sólon Pereira  

Leia o texto completo