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'Desigrejada' decide voltar a congregar e reconhece: "Senti falta da família de fé" 

Segundo a escritora cristã Katherine Maxwell-Rose, ela não havia deixado a igreja por uma crise de fé, mas uma internação no hospital a fez perceber a importância de seus irmãos em Cristo.

Atualmente, o termo "desigrejados" tem se tornado cada vez mais popular entre os cristãos e, muitas vezes são vistos como "crentes midados". Porém o testemunho da colunista cristã britânica Katherine Maxwell-Rose traz o retrato de um contexto um pouco mais amplo que muitos membros de igrejas vivenciam quando sentem o desejo de deixar suas denominações. 


 Segundo a colunista do Christian Today, sua decisão de sair de sua igreja estava mais ligada à uma falta de esperança no sistema em si e cansaço que a uma real crise de fé. 

 "Quando decidi deixar de ir à igreja no ano passado, depois de mais de uma década, me senti parcialmente aliviada. Eu não quis ir para qualquer outra igreja, eu estava apenas passando por um tempo necessário para processar as intensas experiências transformadoras que tive lá. E, francamente, eu queria um tempo a mais de sono nas manhãs de domingo", contou. 

 "À medida que os meses foram passando e eu visitei algumas igrejas em potencial onde eu poderia me fixar, mas ficava cada vez mais deprimida e com raiva, quando percebia que não conseguiria voltar por completo. Não era uma crise de fé, mas eu certamente estava desesperamente com falta de esperança na Igreja". 

 Katherine explicou que seus questionamentos internos sobre as atividades da igreja eram cada vez mais frequentes e a falta de respostas a deixava cada vez mais inquieta. 

 "Minhas perguntas sobre o que é Igreja e como atuar corretamente nela foram crescentes nos últimos anos. Como alguém que gosta de inovar e experimentar, eu luto contra a mesmice e realmente sinto o meu sangue ferver quando fazemos o que sempre fizemos, mas o chamamos de algo inovador", explicou. 

 "Sabendo disso eu lutei contra a desconexão da Igreja com o mundo exterior, a hipocrisia sobre muito do que é ensinado nela, o julgamento que a maioria das pessoas sentem quando elas se sentam nos bancos dos templos e como isso enfraquece seu tempo, a desigualdade e quão incrivelmente chato isso pode ser". 

 O ponto de virada 

Porém uma internação (ainda que por causa de uma doença não muito grave) fez com que Katherine percebesse o quão importante é contar com o apoio de sua igreja, seja nos momentos de celebração e também nos tempos de dificuldade. 

 "Cerca de seis meses depois de deixar minha igreja, eu fui levada para o hospital com uma doença misteriosa. Eu não corria risco de morte, mas era uma situação complicada. Eu tive que ficar longe de casa, então eu não estava perto de qualquer um dos meus amigos e meu marido estava fora do país. Pela primeira vez desde que havia deixado a minha igreja, eu senti que ansiava por seu apoio", contou. 

 "Eu recebi algumas mensagens lindas e visitas de pessoas a quem eu sou muito grata, mas eu queria saber que a minha família da igreja, a família da fé estava orando e torcendo por mim, para que eu ficasse melhor. Percebi que havia uma lacuna na minha vida e só a ação daquela comunidade poderia preencher", acrescentou. "Pela primeira vez em muito tempo, eu me lembrei por que eu precisava da Igreja". 

 Sem idealizações 

A colunista cristã explicou que agora está decidida a fazer parte novamente de uma congregação e tem evitado idealizar a instituição, sempre considerando as imperfeições dessas comunidades. 

 "Enquanto eu comecei a visitar as igrejas novamente, eu diminuí minhas expectativas sobre elas. Haverá coisas que vão me incomodar e me frustrar em qualquer lugar que eu vá. Eu não vou concordar em tudo, com todas as pregações ou a forma como os cultos são realizados. Eu provavelmente vou passar por todos esses conflitos descritos acima", reconheceu. 

 "Mas o que eu anseio e o que eu preciso é de uma comunidade de pessoas que se preocupam comigo, que me encorajem, que compreendam todo o contexto espiritual e sobrenatural de Deus. Pessoas que são como eu e também diferentes de mim; pessoas com quem eu não tenho muito em comum, que já tiveram experiências diferentes, cada uma com sua própria história para contar sobre o que os levou àquele lugar. Eu preciso delas para me ajudarem a olhar para Deus e compartilharem comigo o que sabem, para me ajudar na caminhada da fé. Em uma crise, é a eles que vou recorrer". 

 A autora reconheceu também que não há como exigir que uma igreja seja perfeita e é justamente a diferença entre seus membros que a torna tão única, como uma família. 

 "Uma igreja saudável é um caldeirão, diferente de qualquer outro e é essa singularidade que eu amo (tanto quanto ela também pode enlouquecer). É uma família com peculiaridades, tensões e imperfeições. É um trabalho duro, assim como acontece com todas as famílias. É humana com toda a sua confusão e auto-absorção", destacou. 

 Ao final de sua reflexão publicada no Christian Today, a autora expõe sua decisão com uma dose de bom humor. 

 "Acho que vou ajustar o meu alarme para as manhãs de domingo, depois de tudo isso", finalizou.

Em 27 de outubro de 2016

Fonte: guiame.com.br

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