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 Na internet, Jesus Cristo é “ultrapassado” por memes

Ateus comemoram o “grande momento”, mas a lógica é falha

É quase impossível alguém navegar pela internet hoje em dia e não ver diversos “memes” – figuras usadas para expressar uma opinião. Muito comum nas redes sociais, essas imagens ou expressões possuem uma enorme capacidade de propagação.

Além de ser uma forma de expressar humor, os memes já se tornaram uma forma de comunicação, pois a comunicação na internet está cada vez mais dependente de apoio visual por via de imagens universais.

O que pouca gente sabe é que esse conceito foi criado pelo conhecido militante ateísta Richard Dawkins. Em seu bestseller O Gene Egoísta ele apresenta o meme como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro ou entre locais onde a informação é armazenada. Segundo ele, meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode autopropagar-se de alguma forma.


Quando o usuário do Twitter Dominik Salonen que se identifica como @Kuwaddo, usou a ferramenta do Google Trends para comprovar que as pessoas estão mais interessadas em “memes” que em “Jesus Cristo” o assunto foi notícia em todo o mundo. Ateu, ele escreveu “nós conseguimos”, numa tentativa de mostrar como o termo criado por Dawkins superou o ícone religioso. Alguns sites classificaram a data de ultrapassagem de “o grande momento”.

A comparação da popularidade desses dois termos nos últimos cinco anos em todo o planeta mostra que em agosto de 2016 os memes superaram Jesus – um dos termos mais populares de todos os tempos.

Enquanto o assunto era avaliado por centenas de sites esta semana, surgiu a comparação com a frase polêmicas dita por John Lennon nos anos 1960 sobre os Beatles serem mais populares que Jesus.

O tempo passou, os Beatles acabaram e o episódio ficou para a história como um retrato da cultura popular. Passado quase meio século, vê-se que esse é apenas mais um retrato da época em que vivemos.

Curiosamente, os países que mais contribuíram para isso foram México, Austrália, Finlândia, Irlanda, Chile e Grécia. Isso é especialmente interessante considerando que muitos desses países são de maioria Católica Romana, como México (82% da população), Irlanda (84%) e Chile (55%). Já 88% dos gregos são cristãos da Igreja Ortodoxa Grega, enquanto 73% dos finlandeses são da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia.

Para efeitos de comparação, o Gospel Prime restringiu o Google Trends somente para o Brasil e o por aqui, Jesus continua soberano nas buscas com quase três vezes mais buscas pelo termo que por “memes”.

Segundo a análise do site de tecnologia Gizmodo, a tendência deve se inverter no final do ano, já que as pesquisas sobre Jesus aumentam consideravelmente perto do Natal e também na época da Páscoa.

Em 28 de outubro de 2016

Por Jarbas Aragão

Fonte: gospelprime