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A cronologia da "Semana Santa"

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Exposição cronológia dos fatos antes da crucificação de Jesus 

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO

Iniciamos nossa contextualização a partir da chegada de Jesus em Betânia, quando Lázaro estava morto há 4 dias. 

Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada à entrada. "Tirem a pedra", disse ele. Disse Marta, irmã do morto: "Senhor, ele já cheira mal, pois já faz quatro dias". Disse-lhe Jesus: "Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus? " Então tiraram a pedra. Jesus olhou para cima e disse: "Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves, mas disse isso por causa do povo que está aqui, para que creia que tu me enviaste". Depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: "Lázaro, venha para fora! " O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: "Tirem as faixas dele e deixem-no ir". (João 11:38-44) 

Devido ao grande alvoroço na cidade, que assistiu este grandioso milagre, o Sinédrio dos judeus se reuniu para decidir qual providência tomariam a respeito de Jesus.

A REUNIÃO DO SINÉDRIO 

Da reunião do Sinédrio, os judeus decidiram que deveriam matar tanto Jesus como Lázaro: 

“Então os chefes dos sacerdotes e os fariseus convocaram uma reunião do Sinédrio. "O que estamos fazendo? ", perguntaram eles. "Aí está esse homem realizando muitos sinais miraculosos. Se o deixarmos, todos crerão nele, e então os romanos virão e tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação". Então um deles, chamado Caifás, que naquele ano era o sumo sacerdote, tomou a palavra e disse: "Nada sabeis! Não percebeis que vos é melhor que morra um homem pelo povo, e que não pereça toda a nação". Ele não disse isso de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus morreria pela nação judaica, e não somente por aquela nação, mas também pelos filhos de Deus que estão espalhados, para reuni-los num povo. E daquele dia em diante, resolveram tirar-lhe a vida.  (João 11:47-53) 

JESUS RETIRA-SE PARA UM POVOADO CHAMADO EFRAIM, PRÓXIMO AO DESERTO 

Conhecedor de todas as coisas, Jesus preferiu se retirar para uma região distante de Betânia e de Jerusalém até que o seu tempo se cumprisse. 

Por essa razão, Jesus não andava mais publicamente entre os judeus. Ao invés disso, retirou-se para uma região próxima do deserto, para um povoado chamado Efraim, onde ficou com os seus discípulos.” (João 11:54) 

JESUS VOLTA A BETÂNIA (6 DIAS ANTES DA PÁSCOA) 

Preparado para o grande sacrifício, Jesus retorna para Betânia e inicia-se a chamada SEMANA SANTA, segundo a tradição católica. Apresentaremos, a seguir, a narrativa cronológica dos fatos, segundo nossa conciliação e harmonização dos textos dos evangelhos.

A SEMANA SANTA

SEXTA-FEIRA 

Jesus chega a Betânia, seis dias antes da páscoa, e neste mesmo dia foi-lhe preparado um jantar.
Seis dias antes da Páscoa Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. Ali prepararam um jantar para Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava à mesa com ele. (João12:1-2) 

SÁBADO 

Jesus chega em Betânia na sexta-feira, mas o jantar certamente ocorreu depois do pôr do sol, ou seja, no sábado, segundo a virada do dia dos judeus. 
“Seis dias antes da Páscoa Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. Ali prepararam um jantar para Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava à mesa com ele. (João12:1-2)
Neste jantar, Maria derrama um frasco de nardo puro nos pés de Jesus e enxuga com seus cabelos. Judas, que furtava o dinheiro da bolsa, critica o ato de Maria, dizendo que o valor daquele perfume (300 denários) poderia ser dado aos pobres. Jesus repreende Judas e diz que pobres sempre haveriam, mas o ato de Maria era uma preparação para o seu sepultamento.
Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume. Mas um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, que mais tarde iria traí-lo, fez uma objeção: "Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres? Seriam trezentos denários". Ele não falou isso por se interessar pelos pobres, mas porque era ladrão; sendo responsável pela bolsa de dinheiro, costumava tirar o que nela era colocado. Respondeu Jesus: "Deixe-a em paz; que o guarde para o dia do meu sepultamento. Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão". (João 12:3-8)
Durante o dia de sábado, é provável que Jesus tenha aproveitado para descansar, em Betânia, segundo determinava a Lei. Além disso, é perfeitamente razoável que ele precisasse recompor suas forças antes de iniciar o período mais difícil e doloroso de seu ministério.

DOMINGO 

No dia seguinte ao sábado (domingo), Jesus se dirige a Jerusalém.
No dia seguinte [domingo], a grande multidão que tinha vindo para a festa ouviu falar que Jesus estava chegando a Jerusalém. Pegaram ramos de palmeiras e saíram ao seu encontro, gritando: "Hosana! " "Bendito é o que vem em nome do Senhor! " "Bendito é o Rei de Israel! " (João 12:12,13) 
É razoável que ele tenha passado o sábado em Betânia, descansando um pouco antes de iniciar o período mais difícil e doloroso de seu ministério. 
Esta é, portanto, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, conhecida como "DOMINGO DE RAMOS"
Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: "Vão ao povoado que está adiante de vocês; logo encontrarão uma jumenta amarrada, com um jumentinho ao lado. Desamarrem-nos e tragam-nos para mim. Se alguém lhes perguntar algo, digam-lhe que o Senhor precisa deles e logo os enviará de volta". Isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: "Digam à cidade de Sião: ‘Eis que o seu rei vem a você, humilde e montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta’ ". Os discípulos foram e fizeram o que Jesus tinha ordenado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, colocaram sobre eles os seus mantos, e sobre estes Jesus montou. Uma grande multidão estendeu seus mantos pelo caminho, outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. A multidão que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam: "Hosana ao Filho de Davi! " "Bendito é o que vem em nome do Senhor! " "Hosana nas alturas! " (Mateus 21:1-9) 
Jesus purifica o Templo 
Neste mesmo dia, Jesus entra no Templo e expulsa os cambistas e comerciantes que ali faziam do Santuário de Deus um local de comércio. 
Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, e lhes disse: "Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’". (Mateus 21:12,13) 
No final do dia ("domingo de ramos"), Jesus retorna para Betânia: 
“E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia, onde passou a noite. (Mateus 21:17) 

SEGUNDA-FEIRA 

Na manhã do dia seguinte (segunda-feira), Jesus volta a Jerusalém e, no caminho, teve fome. Como não encontrou figos em uma figueira, amaldiçoou-a. 
“De manhã cedo [segunda-feira], quando voltava para a cidade [Jerusalém], (...) (Mateus 21:17,18) 
No dia seguinte [segunda-feira], quando estavam saindo de Betânia [indo para Jerusalém], Jesus teve fome. Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos. Então lhe disse: "Ninguém mais coma de seu fruto". E os seus discípulos ouviram-no dizer isso. (Marcos 11:12-14)
Ao final do dia, Jesus retornou para Betânia, onde se alimentava e passava a noite. 

TERÇA-FEIRA 

Ao amanhecer da terça-feira, Jesus vai novamente para Jerusalém. No caminho, passou pela figueira que ele havia amaldiçoado na manhã anterior e os discípulos notaram que ela havia secado: 
Ao cair da tarde [segunda-feira, antes do pôr do sol], eles saíram da cidade. De manhã [terça-feira], ao passarem, viram a figueira seca desde as raízes. Lembrando-se Pedro, disse a Jesus: "Mestre! Vê! A figueira que amaldiçoaste secou! " (Marcos 11:19-21) 
No final do dia, Jesus foi à casa de Simão, o leproso.

QUARTA-FEIRA

A quarta-feira (para nós, terça-feira de noite) foi a noite em que Jesus, “dois dias antes da páscoa”, esteve na casa de Simão, o leproso, para um jantar com Marta, Maria, Lázaro e seus discípulos. Ao mesmo tempo, em Jerusalém, acontecia uma reunião na casa de Caifás, o Sumo Sacerdote, convocada para decidir o que fariam com Jesus:
Tendo dito essas coisas, disse Jesus aos seus discípulos: "Como vocês sabem, estamos a dois dias da Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado". Naquela ocasião os chefes dos sacerdotes e os líderes religioso do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, cujo nome era Caifás, e juntos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo. Mas diziam: "Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo". Estando Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso... (Mateus 26:1-6)
Na casa de Simão, o leproso, no jantar, Jesus anuncia aos seus discípulos que sua crucificação estava se aproximando.
Nessa mesma oportunidade, Jesus lava os pés dos discípulos:
Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estava sendo servido o jantar, e o diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus. Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. (João 13:1-5)
Ao final do jantar, Judas retira-se para negociar com os chefes dos sacerdotes a entrega de Jesus
Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso, (...) Então Judas Iscariotes, um dos Doze, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes a fim de lhes entregar Jesus. A proposta muito os alegrou, e lhe prometeram dinheiro. Assim, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo. (Marcos 14:3-11) 
Nesta ocasião, Judas apenas negocia por 30 moedas de prata o preço pela entrega de Jesus e passa a buscar a melhor oportunidade de cumprir sua parte do trato com os sacerdotes, o que veio a ocorrer somente na sexta-feira, após a ceia, quando Jesus vai para o Monte das Oliveiras e Judas vai ao encontro dos
Não há informações sobre o período do dia de quarta-feira. Provavelmente Jesus tenha ficado em Betânia se preparando para os acontecimentos do dia seguinte, início de sua saga sacrificial.

QUINTA-FEIRA 

Neste dia Jesus não vai de manhã para Jerusalém. De Betânia, ele envia dois de seus discípulos à Jerusalém para prepararem a páscoa e só vai para lá ao anoitecer, ou seja, na sexta-feira. 
No primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando se costumava sacrificar o cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram: "Aonde queres que vamos e te preparemos a refeição da Páscoa? " Então ele enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: "Entrem na cidade [Jerusalém], e um homem carregando um pote de água virá ao encontro de vocês. Sigam-no e digam ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre pergunta: Onde é o meu salão de hóspedes, no qual poderei comer a Páscoa com meus discípulos? ’ Ele lhes mostrará uma ampla sala no andar superior, mobiliada e pronta. Façam ali os preparativos para nós". Os discípulos se retiraram, entraram na cidade e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. E prepararam a Páscoa. Ao anoitecer [já era sexta-feira], Jesus chegou com os Doze. (Marcos 14:12-17) 
OBS: A referência de Marcos é ao “primeiro dia da festa dos pães sem fermento”, porque com o por do sol iniciaria a comemoração da páscoa. Assim, Jesus envia seus discípulos na quinta-feira, pois o primeiro dia da páscoa (sexta-feira) se daria após o por do sol. 

SEXTA-FEIRA 

Páscoa - ceia

Ao anoitecer, após o pôr do sol da quinta-feira, ou seja, no início da sexta-feira judaica, Jesus chega em Jerusalém para comemorar a páscoa, sua última ceia com seus discípulos:
Os discípulos se retiraram, entraram na cidade e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. E prepararam a Páscoa. Ao anoitecer [início da sexta-feira], Jesus chegou com os Doze. (Marcos 14:16-17)
Jesus come a páscoa com seus discípulos e esta se torna a primeira Ceia, que passou a ser um sacramento da igreja.

O traidor é revelado

Durante a ceia, Jesus desmascara o traidor:
Ao anoitecer, Jesus estava reclinado à mesa com os Doze. E, enquanto estavam comendo, ele disse: "Digo-lhes que certamente um de vocês me trairá". Eles ficaram muito tristes e começaram a dizer-lhe, um após outro: "Com certeza não sou eu, Senhor!" Afirmou Jesus: "Aquele que comeu comigo do mesmo prato há de me trair. O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito. Mas ai daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe seria não haver nascido". Então, Judas, que haveria de traí-lo, disse: "Com certeza não sou eu, Mestre! " Jesus afirmou: "Sim, é você". (Mateus 26:20-25)
Ao anoitecer, Jesus chegou com os Doze. Quando estavam comendo, reclinados à mesa, Jesus disse: "Digo-lhes que certamente um de vocês me trairá, alguém que está comendo comigo". (Marcos 14:17,18)

Judas, possuído, retira-se para entregar Jesus

Ao final da ceia, após a revelação do traidor, Judas, possuído por Satanás, retira-se para concluir sua traição:
Depois de dizer isso, Jesus perturbou-se em espírito e declarou: "Digo-lhes que certamente um de vocês me trairá". Seus discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia. Um deles, o discípulo a quem Jesus amava, estava reclinado ao lado dele. Simão Pedro fez sinais para esse discípulo, como a dizer: "Pergunte-lhe a quem ele está se referindo". Inclinando-se para Jesus, perguntou-lhe: "Senhor, quem é? "Respondeu Jesus: "Aquele a quem eu der este pedaço de pão molhado no prato". Então, molhando o pedaço de pão, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão. Tão logo Judas comeu o pão, Satanás entrou nele. "O que você está para fazer, faça depressa", disse-lhe Jesus. Mas ninguém à mesa entendeu por que Jesus lhe disse isso. Visto que Judas era o encarregado do dinheiro, alguns pensaram que Jesus estava lhe dizendo que comprasse o necessário para a festa, ou que desse algo aos pobres. Assim que comeu o pão, Judas saiu. E era noite. Depois que Judas saiu, Jesus disse: "Agora o Filho do homem é glorificado, e Deus é glorificado nele. (João 13:21-31)

Jesus vai para o Monte das Oliveiras

Enquanto Judas se dirige aos sacerdotes, Jesus retira-se para o Monte das Oliveiras.
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo: "Tomem; isto é o meu corpo". Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam. E lhes disse: "Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Eu lhes afirmo que não beberei outra vez do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus". Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. (Marcos 14:22-26)

Pedro nega Jesus

No caminho do Monte das Oliveiras, Jesus fala sobre seu abandono antes da crucificação e, ante a reação de Pedro, profetizou que Pedro o negaria antes que o galo cantasse três vezes.
Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. Então Jesus lhes disse: "Ainda esta noite todos vocês me abandonarão. Pois está escrito: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas’. Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galiléia". Pedro respondeu: "Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!" Respondeu Jesus: "Asseguro-lhe que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará". (Mateus 26:30-34)
A oração do Getsêmani
Chegando ao local conhecido como Getsêmani, Jesus se apartou de seus discípulos para orar reservadamente. Os discípulos adormeceram enquanto Jesus aceitava do Pai o cálice que estava para tomar:
Então Jesus foi com seus discípulos para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: "Sentem-se aqui enquanto vou ali orar". Levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo". Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres". Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. "Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora? ", perguntou ele a Pedro. "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca". E retirou-se outra vez para orar: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade". Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Então os deixou novamente e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Depois voltou aos discípulos e lhes disse: "Vocês ainda dormem e descansam? Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. (Mateus 26:36-45)

Jesus é preso

Depois da terceira vez que Jesus encontra os discípulos dormindo, pede que se levantem porque Judas estava chegando com os enviados dos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo. Judas identifica Jesus com um beijo, Pedro corta a orelha de Malco e o mestre foi preso:
Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!" Enquanto ele ainda falava, chegou Judas, um dos Doze. Com ele estava uma grande multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo. O traidor havia combinado um sinal com eles, dizendo-lhes: "Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele; prendam-no". Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: "Salve, Mestre! ", e o beijou. Jesus perguntou: "Amigo, que é que o traz? " Então os homens se aproximaram, agarraram Jesus e o prenderam. Um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. Disse-lhe Jesus: "Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão. (Mateus 26:46-52)
Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!" Enquanto ele ainda falava, apareceu Judas, um dos Doze. Com ele estava uma multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos. O traidor havia combinado um sinal com eles: "Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele: prendam-no e levem-no em segurança". Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: "Mestre! ", e o beijou. Os homens agarraram Jesus e o prenderam. (Marcos 14:42-46)
Simão Pedro, que trazia uma espada, tirou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O nome daquele servo era Malco.) Jesus, porém, ordenou a Pedro: "Guarde a espada! Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu?" Assim, o destacamento de soldados com o seu comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus. Amarraram-no e o levaram primeiramente a Anás, que era sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. (João 18:10-13)

Jesus é levado a Anás, sogro do Sumo Sacerdote

Do Getsêmani Jesus foi levado amarrado à Casa de Anás (sogro de Caifás), para ser interrogado pelo Sumo Sacerdote Caifás. Jesus sofre as primeiras agressões. Além de ter sido conduzido amarrado, um soldado o esbofeteia porque não gostou da resposta que Jesus deu ao Sumo Sacerdote.
Assim, o destacamento de soldados com o seu comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus. Amarraram-no e o levaram primeiramente a Anás, que era sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. Caifás era quem tinha dito aos judeus que seria bom que um homem morresse pelo povo. (João 18:12-14)
Enquanto isso, o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e dos seus ensinamentos. Respondeu-lhe Jesus: "Eu falei abertamente ao mundo; sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada disse em segredo. Por que me interrogas? Pergunta aos que me ouviram. Certamente eles sabem o que eu disse". Quando Jesus disse isso, um dos guardas que estava perto bateu-lhe no rosto. "Isso é jeito de responder ao sumo sacerdote? ", perguntou ele. Respondeu Jesus: "Se eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se falei a verdade, por que me bateu? " (João 18:19-23)

Jesus é enviado a Caifás, o Sumo Sacerdote

O Sinédrio judaico reuniu-se na casa de Caifás para julgar Jesus. Como não encontraram testemunho capaz de justificar a condenação, contrataram pessoas para dar falso testemunho a respeito de Jesus até que conseguiram duas testemunhas que afirmaram ter ouvido de Jesus que ele destruiria o Templo e o reconstruiria em 3 dias. Então Caifás perguntou se Jesus era o Cristo. Ao ouvir sua resposta, condenou Jesus por blasfêmia:
Então, Anás enviou Jesus, de mãos amarradas, a Caifás, o sumo sacerdote. (João 18:24)
Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando um depoimento falso contra Jesus, para que pudessem condená-lo à morte. Mas nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Finalmente se apresentaram duas que declararam: "Este homem disse: ‘Sou capaz de destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias’". Então o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus: "Você não vai responder à acusação que estes lhe fazem? " Mas Jesus permaneceu em silêncio. O sumo sacerdote lhe disse: "Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o Filho de Deus, diga-nos". "Tu mesmo o disseste", respondeu Jesus. "Mas eu digo a todos vós: chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu". Foi quando o sumo sacerdote rasgou as próprias vestes e disse: "Blasfemou! Por que precisamos de mais testemunhas? Vocês acabaram de ouvir a blasfêmia. Que acham? " "É réu de morte! ", responderam eles. (Mateus 26:59-66)
Depois o sumo sacerdote levantou-se diante deles e perguntou a Jesus: "Você não vai responder à acusação que estes lhe fazem? " Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Outra vez o sumo sacerdote lhe perguntou: "Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito? " "Sou", disse Jesus. "E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu". O sumo sacerdote, rasgando as próprias vestes, perguntou: "Por que precisamos de mais testemunhas? Vocês ouviram a blasfêmia. Que acham? " Todos o julgaram digno de morte. (Marcos 14:60-64)

Jesus sofre humilhação e agressões físicas

Ao final do julgamento pelo Sinédrio, Jesus foi humilhado, agredido fisicamente e insultado pelos presentes:
Então alguns lhe cuspiram no rosto e lhe deram murros. Outros lhe davam tapas e diziam: "Profetize-nos, Cristo. Quem foi que lhe bateu?" (Mateus 26:67-68)
Então alguns começaram a cuspir nele; vendaram-lhe os olhos e, dando-lhe murros, diziam: "Profetize! " E os guardas o levaram, dando-lhe tapas. (Marcos 14:65)

Pilatos condena Jesus à crucificação

Ao amanhecer da sexta-feira, Jesus foi novamente amarrado e entregue a Pilatos, a quem competia a condenação da pena de morte:
De manhã bem cedo, os chefes dos sacerdotes com os líderes religiosos, os mestres da lei e todo o Sinédrio chegaram a uma decisão. Amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos. (Marcos 15:1)
Pilatos, sem identificar crime passível de morte em Jesus, ofereceu à multidão a oportunidade de libertação de um prisioneiro em razão da festa da páscoa. As opções eram Jesus ou Barrabás. Ao escolher Barrabás, Jesus foi sentenciado à morte de cruz.
"Vocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus? ", perguntou Pilatos, sabendo que fora por inveja que os chefes dos sacerdotes lhe haviam entregado Jesus. Mas os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão a pedir que Pilatos, ao contrário, soltasse Barrabás. "Então, que farei com aquele a quem vocês chamam rei dos judeus? ", perguntou-lhes Pilatos. "Crucifica-o", gritaram eles. "Por quê? Que crime ele cometeu? ", perguntou Pilatos. Mas eles gritavam ainda mais: "Crucifica-o! " Desejando agradar a multidão, Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado. (Marcos 15:9-15)

A coroa de espinhos

Após a sentença, Jesus ficou nas mãos dos soldados romanos, que o humilharam e o maltrataram:
Os soldados levaram Jesus para dentro do palácio, isto é, ao Pretório e reuniram toda a tropa. Vestiram-no com um manto de púrpura, depois fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram nele. E começaram a saudá-lo: "Salve, rei dos judeus! " Batiam-lhe na cabeça com uma vara e cuspiam nele. Ajoelhavam-se e lhe prestavam adoração. Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto de púrpura e vestiram-lhe suas próprias roupas. Então o levaram para fora, a fim de crucificá-lo. (Marcos 15:16-20)

A crucificação

Saindo do Pretório bem cedo, os soldados levaram Jesus ao Gólgota, conhecido como “Lugar da Caveira” e às 9 horas da manhã de sexta-feira Jesus foi crucificado:
Levaram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira. Então lhe deram vinho misturado com mirra, mas ele não o bebeu. E o crucificaram. Dividindo as roupas dele, tiraram sortes para saber com o que cada um iria ficar. Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. (Marcos 15:22-25)

A morte de Jesus

Ao meio-dia a terra escureceu e assim permaneceu até às 15h, quando Jesus rendeu o seu espírito:
Já era quase meio dia, e trevas cobriram toda a terra até às três horas da tarde; o sol deixara de brilhar. E o véu do santuário rasgou-se ao meio. Jesus bradou em alta voz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". Tendo dito isso, expirou. (Lucas 23:44-46)
Mas Jesus, com um alto brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. Quando o centurião que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e viu como ele morreu, disse: "Realmente este homem era o Filho de Deus! " (Marcos 15:37-39)
Segundo a tradição católica, esta é a “SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO”. 

SÁBADO

 Como se tratava do dia de descanso dos Judeus, as mulheres aguardaram o amanhecer do domingo para irem ao sepulcro, fazer preparativos no corpo de Jesus. Segundo a tradição católica, este é o “SÁBADO DE ALELUIA” da semana santa. 

DOMINGO 

Jesus não está no sepulcro, ressuscitou. Segundo a tradição católica, este é o “DOMINGO DE PÁSCOA”. 
"Não tenham medo", disse ele. "Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto. (Marcos 16:6) 

DESENCONTROS DAS NARRATIVAS DOS EVANGELHOS ATÉ A CRUCIFICAÇÃO 

A FIGUEIRA AMALDIÇOADA POR JESUS 
Segundo o evangelho de Mateus, na segunda-feira, após o “domingo de ramos”, Jesus sai de Betânia para retornar à Jerusalém e no caminho teve fome. Passando por uma figueira com folhas, mas sem frutos, amaldiçoou-a, de modo que ela secou-se imediatamente. 
E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia, onde passou a noite. De manhã cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome. Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: "Nunca mais dê frutos! " Imediatamente a árvore secou. (Mateus 21:17-19) 
Segundo os estudiosos dos evangelhos, esta é mais uma narrativa condensada, um resumo de um fato que, na visão de Mateus, não merecia maiores detalhes, bastando apresentar a essência do ocorrido.
Isso porque o evangelista Marcos relata que Jesus teria amaldiçoado a figueira na manhã de segunda-feira, quando se dirigia a Jerusalém, e somente na manhã da terça-feira, quando ele estaria fazendo o mesmo percurso para Jerusalém é que os discípulos constataram que a figueira havia secado. 
Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam cortado nos campos. Os que iam adiante dele e os que o seguiam gritavam: "Hosana! " "Bendito é o que vem em nome do Senhor! " "Bendito é o Reino vindouro de nosso pai Davi! " "Hosana nas alturas! " Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze. No dia seguinte [segunda-feira], quando estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome. Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos. Então lhe disse: "Ninguém mais coma de seu fruto". E os seus discípulos ouviram-no dizer isso. (Marcos 11:8-14) 
De manhã [terça-feira], ao passarem, viram a figueira seca desde as raízes. Lembrando-se Pedro, disse a Jesus: "Mestre! Vê! A figueira que amaldiçoaste secou! " (Marcos 11:20,21) 
Nossa opção ao apresentar a cronologia dos fatos considera que a figueira foi amaldiçoada na segunda-feira pela manhã e foi encontrada seca na terça-feira de manhã, uma vez que a narrativa de Marcos apresenta melhor detalhamento sobre o fato do que a narrativa de Mateus. 
A UNÇÃO DE JESUS EM BETÂNIA 
Segundo João, Maria teria ungido Jesus na refeição que ocorreu seis dias antes da páscoa. 
Seis dias antes da Páscoa Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. ali prepararam um jantar para Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava à mesa com ele. Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume. (João12:1-3) 
Os evangelhos sinóticos (Mateus e Marcos) informam que dois dias antes da páscoa, em Betânia, houve uma refeição na casa de Simão, o leproso. A divergência com o evangelho de João está em relação à unção de Jesus por Maria. Mateus e Marcos afirmam que foi na refeição que ocorreu dois dias antes da páscoa que Jesus teria sido ungido por Maria. 
Tendo dito essas coisas, disse Jesus aos seus discípulos: "Como vocês sabem, estamos a dois dias da Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado". Naquela ocasião os chefes dos sacerdotes e os líderes religioso do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, cujo nome era Caifás, e juntos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo. Mas diziam: "Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo". Estando Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus, quando ele se encontrava reclinado à mesa. (Mateus 26:1-7)
Faltavam apenas dois dias para a Páscoa e para a festa dos pães sem fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de flagrar Jesus em algum erro e matá-lo. Mas diziam: "Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo". Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso, aproximou-se dele certa mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. (Marcos 14:1-3) 
É certo que Jesus fez mais de uma refeição ao fim do dia na cidade de Betânia, pois ele foi a Jerusalém algumas vezes nos seis dias que antecederam a páscoa. Ele ia a Jerusalém pela manhã, mas voltava no fim do dia para dormir em Betânia. 
Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, e lhes disse: "Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’". Os cegos e os mancos aproximaram-se dele no templo, e ele os curou. Mas quando os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei viram as coisas maravilhosas que Jesus fazia e as crianças gritando no templo: "Hosana ao Filho de Davi", ficaram indignados, e lhe perguntaram: "Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo? " Respondeu Jesus: "Sim, vocês nunca leram: ‘dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor’? " E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia, onde passou a noite. De manhã cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome. (Mateus 21:12-18) 
"Bendito é o Reino vindouro de nosso pai Davi! " "Hosana nas alturas! " Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze. No dia seguinte, quando estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome. (Marcos 11:10-12) 
Então ele entrou no templo e começou a expulsar os que estavam vendendo. Disse-lhes: "Está escrito: ‘A minha casa será casa de oração’; mas vocês fizeram dela ‘um covil de ladrões’". Todos os dias ele ensinava no templo. Mas os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes do povo procuravam matá-lo. (Lucas 19:45-47) 
Possivelmente, a coincidência de refeições diversas em Betânia deve causado uma referência incorreta de um dos evangelistas em relação a qual dessas ocasiões Jesus teria sido ungido por Maria. 
Nossa opção ao apresentar a cronologia dos fatos considera que a unção de Jesus por Maria teria ocorrido no jantar que ocorreu seis dias antes da páscoa, devido à sequência mais regular dos fatos apresentadas no evangelho de João. 
Brasília/DF, em 9 de abril de 2017. 
Pastor Sólon Pereira
 

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