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DA LIBERTAÇÃO AO CULTO A DEUS 

Enquanto o povo hebreu esta escravizado no Egito, não havia para eles nenhuma oportunidade de liberdade religiosa. Eles não podiam cultuar a Deus como haviam aprendido com seus antepassados, porque no Egito o bode, o boi e a vaca, por exemplo, eram animais sagrados e não podiam ser oferecidos em sacrifício para adoração ao Senhor. 
Por mais que o povo conhecesse a história de seus antepassados e de um Deus que havia feito promessas a Abraão, a falta do culto à divindade enfraquecia os laços entre eles e Deus. Entretanto, todos sabiam que o Deus deles não era como os deuses dos egípcios e, por isso, no auge da sua angústia, eles clamaram e o Senhor os ouviu. 

"23 Decorridos muitos dias, morreu o rei do Egito; os filhos de Israel gemiam sob a servidão e por causa dela clamaram, e o seu clamor subiu a Deus." (Êxodo 2:23)

É de se notar que o grito de socorro do povo era em razão da tirania com que eles eram tratados e não porque desejassem cultuar ao Senhor. Na verdade, eles apenas queriam se livrar da dor, da angústia e dos sofrimentos que pesavam sobre eles.
Ao ouvir a súplica do povo, o Senhor enviou o libertador, Moisés, que já estava sendo preparado para aquele momento. Orientado por Deus, Moisés se apresenta ao povo e expõe a proposta de libertação que incluía não só o fim da escravidão, da dor, da angústia e do sofrimento, mas a promessa de uma terra melhor, de uma vida futura gloriosa. A esperança brota nos corações, mas a proposta de Deus para a libertação e para a vitória incluía a sua motivação para resgatá-los: “para que me prestem culto”. Isso significava celebrar festa ao Senhor, oferecer sacrifícios e servi-lo. 

"1 Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. 2 Respondeu Faraó: Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel. 3 Eles prosseguiram: O Deus dos hebreus nos encontrou; deixa-nos ir, pois, caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, e não venha ele sobre nós com pestilência ou com espada." (Êxodo 5:1-3) 

"16 Diga-lhe: o Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me dizer-lhe: Deixe ir o meu povo, para prestar-me culto no deserto. Mas até agora você não me atendeu. " (Êxodo 7:16 NVI) 

Assim que o povo foi tirado do Egito pela mão forte e poderosa de Deus, a ordem do Senhor no deserto foi a construção de um templo móvel, o Tabernáculo, que poderia ser montado e desmontado para acompanha-los em toda a sua jornada rumo à Canaã. O tabernáculo, portanto, seria o local escolhido por Deus para ser o centro do culto e da adoração de seu povo, assim como ele havia planejado desde o momento em que enviou Moisés para conduzi-los para fora do Egito. 
Podemos perceber que embora o propósito inicial daquele que sofre pela escravidão de Faraó seja apenas livrar-se do sofrimento, Deus tem mais que isso para ele. O Senhor tem promessa de uma vida melhor, mas a motivação do criador para libertá-lo não é simplesmente para que ele viva melhor, mas para que ele seja um adorador, um participante do culto e do serviço a Deus. Se, por um lado, a motivação inicial do homem é ser abençoado, a de Deus é ser cultuado. 
Desse modo, Deus deixa claro aos israelitas que pretendiam ser livres da escravidão, e de suas mazelas, almejando alcançar as promessas de Deus, que eles não deveriam se esquecer que o Senhor esperava que eles se tornassem adoradores no local que ele estaria escolhendo para que eles o servissem. Essa era a condição do Soberano. 

O LOCAL DO CULTO NO VELHO TESTAMENTO 

Quando Deus estabeleceu a velha aliança no deserto, ao apresentar suas leis, mostrou, também, os detalhes de como ele deveria ser cultuado. Designou como seria o local do culto, com seus detalhes estruturais e seus utensílios, além de designar os trabalhadores levitas e consagrar os sacerdotes da família de Arão. Por fim, o Senhor definiu os detalhes do ritual que eles deveriam seguir para lhe prestar culto e disse que naquele local ele próprio se encontraria com o povo, o santificaria e se manifestaria. 

"42 Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali. 43 Ali, virei aos filhos de Israel, para que, por minha glória, sejam santificados, 44 e consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Arão e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes." (Êxodo 29:42-44) 

Naquele momento inaugural do culto e da consagração dos sacerdotes, Deus deixou claro que seu desejo era perpetuar pelas gerações seguintes o serviço e o culto a ele. Por isso, na ocasião em que apontou para o futuro, vislumbrando o dia em que os israelitas haveriam de tomar posse da terra prometida, o Senhor fez questão de afirmar que ele próprio escolheria um local para que o povo acorresse para ali com o fim de lhe prestar culto. Os israelitas não deveriam fazer como os outros povos, onde cada servia ao seu deus como melhor lhe parecia. 

Vocês, porém, não adorarão ao Senhor, o seu Deus, como eles. Mas procurarão o local que o Senhor, o seu Deus, escolher dentre todas as tribos para ali pôr o seu nome para sua habitação. Para lá vocês deverão ir (...) Vocês não agirão como estamos agindo aqui, cada um fazendo o que bem entende, pois ainda não chegaram ao lugar de descanso e à herança que o Senhor, o seu Deus, lhes está dando. (...) Então, para o lugar que o Senhor, o seu Deus, escolher como habitação do seu Nome, vocês levarão tudo o que eu lhes ordenar: holocaustos e sacrifícios, dízimos e dádivas especiais e tudo o que tiverem prometido em voto ao Senhor. E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas e os levitas que vivem nas cidades de vocês, por não terem recebido terras nem propriedades. Tenham o cuidado de não sacrificar os seus holocaustos em qualquer lugar que lhes agrade. (Deutereonômio 12:4-5; 8-13 NVI) 

Interessante notar que o propósito de haver um local específico para se prestar culto não era apenas um capricho de Deus, mas um desejo de união, integração entre famílias, levitas, nação e Deus. Além disso, era uma oportunidade para se acolher o estrangeiro o órfão e a viúva, incluindo-os em sua celebração e, ao mesmo tempo, amparando-os. Todos deveriam se alegrar naquele lugar, apresentar sua gratidão, suas ofertas, seus dízimos e compartilhá-los com suas famílias, com os levitas, com os estrangeiros, com os órfãos e com as viúvas. Assim, o Senhor pretendia manter a nação integrada em torno dele e não deveria haver desamparo ao menos favorecidos nem isolamento de grupos ou de famílias. 

"11 Alegrar-te-ás perante o Senhor, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome." (Deuteronômio 16:11) 

Apenas por exceção, na impossibilidade de deslocamento, os sacrifícios a Deus poderiam ser oferecidos fora do lugar escolhido por Deus. Mas, nesse caso, o Senhor faz questão de dizer que não teria o mesmo significado. Vacas e ovelhas deveriam ser comidas como se eles estivessem comendo animais cujas carnes não têm o mesmo sabor. 

21 Se estiver longe de ti o lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para nele pôr o seu nome, então, matarás das tuas vacas e tuas ovelhas, que o Senhor te houver dado, como te ordenei; e comerás dentro da tua cidade, segundo todo o teu desejo. 22 Porém, como se come da carne do corço e do veado, assim comerás destas carnes; destas comerá tanto o homem imundo como o limpo.” (Deuteronômio 12:21-22) 

Portanto, os princípios muito bem definidos em razão do local de culto eram o do amor, da integração e do amparo aos necessitados, ou melhor, podemos resumi-los em comunhão e amor a Deus e ao próximo. 

O CULTO A DEUS NO NOVO TESTAMENTO 

De modo semelhante ao que ocorreu com a libertação dos hebreus, cada pessoa liberta da escravidão do pecado e das garras de Satanás (Faraó) deve entender qual o propósito de Deus ao agir em seu favor. Deus não livra o homem da escravidão do pecado para que ele viva para ele mesmo, de modo egoísta e independente, mas para que ele esteja a serviço do seu Reino, prestando culto e adoração ao Senhor. Esse propósito também está manifesto na razão da criação do homem. 

"4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, (...) 11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;" (Efésios 1:4-6; 11-12) 

Por isso, cada um dos resgatados pelo Senhor para uma nova vida deve se tornar um discípulo de Jesus Cristo e procurar envolver-se com o seu propósito, participando dos cultos e reuniões da igreja. 

POR QUE DEVEMOS NOS REUNIR? 

Uma dúvida pode surgir no coração dos novos libertos, nascidos de novo. Por que temos que reunir com os demais irmãos e não podemos seguir nosso caminho devocional isoladamente? 

Jesus se reunia diariamente no Templo 

Enquanto Jesus estava em Jerusalém, ia ao Templo todos os dias, onde aproveitava a reunião de pessoas para pregar seus ensinamentos. 

"47 Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo;" (Lucas 19:47) 

"53 Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas. " (Lucas 22:53) 

Notamos, também, que Jesus não menosprezou o Templo, como se fosse um lugar qualquer. A única ocasião em que vemos o mestre se irritar foi exatamente quando expulsou os cambistas e comerciantes que se aproveitavam das reuniões para auferir lucros. Jesus deixou claro naquela oportunidade que aquele local estava reservado por Deus como “Casa de oração”.

"12 Tendo Jesus entrado no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 13 E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores. 14 Vieram a ele, no templo, cegos e coxos, e ele os curou." (Mateus 21:12-14) 

Jesus se reunia nas sinagogas 

Estando fora de Jerusalém, na galileia ou na Judeia, Jesus também procurava reunir-se nas sinagogas dos judeus, local onde ensinava o evangelho do reino e realizava curas e milagres.

"23 Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo." (Mateus 4:23) 

"44 E pregava nas sinagogas da Judéia." (Lucas 4:44)

"35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades." (Mateus 9:35) 

"21 Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ele ensinar na sinagoga." (Marcos 1:21)

"2 Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos?" (Marcos 6:2) 

Em Nazaré, cidade onde fora criado, embora todos o conhecessem, Jesus não andou de casa em casa, reunindo-se com pequenos grupos, mas preferiu dirigir-se à Sinagoga para anunciar seu evangelho. 

"54 E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? 55 Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? 56 Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?" (Mateus 13:54-56) 

Notamos, também, que Jesus tinha o hábito (costume) de frequentar a sinagoga aos sábados, onde ouvia e fazia leitura das escrituras. 

"16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler." (Lucas 4:16) 

Enfim, todos os evangelhos deixam explícito que Jesus tinha o hábito de se reunir nas sinagogas (fora de Jerusalém) e no Templo (em Jerusalém), locais onde tinha a oportunidade de compartilhar o evangelho do reino com seus discípulos, com todo o povo e com os demais religiosos de seu tempo. 

"20 Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto." (João 18:20) 

Jesus se reunia em outros locais 

Nem todas as reuniões de Jesus eram planejadas, como as que participava nas sinagogas. Afinal, onde Jesus estivesse ali estariam pessoas o seguindo, de modo que até mesmo no caminho, em seus deslocamentos, havia ajuntamentos esperando que ele proferisse palavras de ensino e manifestasse o poder de Deus. 
Pelo evangelho de Marcos, podemos ter uma boa visão desse fato. Jesus foi batizado por João Batista, vai para o deserto para se consagrar e, em seguida, escolhe seus discípulos e vai para Cafarnaum, onde procura a Sinagoga para ensinar (Mc 1:21). Quando sai da Sinagoga com seus discípulos foi para a casa de Simão, onde curou a sua sogra (Mc 1:29-31).  Evidentemente, a notícia se espalhou e uma multidão de pessoas se avolumou ao anoitecer ao redor da casa onde Jesus estava. Embora não fosse a intenção de Jesus fazer uma reunião na casa de Simão, ele aproveitou a ocasião - curou os doentes e libertou os endemoninhados (Mc 1:32-34). Na madrugada do dia seguinte, Jesus buscou um lugar reservado para orar sozinho (Mc 1:35). Quando os discípulos o encontraram, Jesus os convida a irem aos povoados vizinhos para pregar o evangelho do Reino. E assim ele fez, percorrendo toda a Galileia e pregando nas sinagogas (Mc 1:38-39). 
Importante registo de Marcos nos mostra a razão pela qual Jesus foi impedido de continuar pregando nas sinagogas por um certo tempo. Um leproso que havia sido curado por Jesus fez um excelente trabalho de divulgação do milagre recebido, de tal modo que a multidão tornou-se impedimento para que Jesus entrasse nas cidades. Dada a quantidade de pessoas que o cercavam, Jesus não conseguia ficar em locais fechados. 

“40 Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. 41 Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo! 42 No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo. 43 Fazendo-lhe, então, veemente advertência, logo o despediu 44 e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo.” 45 Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele." (Marcos 1:40-45) 

Em momento futuro, quando Jesus retornou a Cafarnaum, estando ele em casa, a multidão o cercou novamente e ali somente os poucos que conseguiram entrar naquela residência tiveram o privilégio de ouvir o que ele ensinava. Na mesma oportunidade um paralítico, ajudado por seus amigos, invadiu a casa pelo telhado e foi curado (Mc 2:1-12). Ao conseguir sair dali, Jesus seguia beira-mar da Galileia e devido à multidão que o cercava passou a ensiná-los ao ar livre (Mc 2:13). Nesse seu trajeto, viu o publicano Levi, filho de Alfeu, na coletoria, chamou-o e depois foi almoçar em sua casa, onde foi inquirido sobre o jejum dos discípulos de João e sobre o fato de estar reunido com pecadores e publicanos (Mc 2:15-22). 
Enfim, este breve relato é suficiente para que possamos compreender que o fato de Jesus aproveitar ocasiões para pregar seu evangelho fora do Templo e da Sinagogas não significa que ele estivesse dispensando as reuniões naqueles locais ou que preferisse reunir-se fora deles. As reuniões fora do Templo e das Sinagogas ocorriam em circunstâncias não planejadas e Jesus as aproveitava, assim como nós também devemos aproveitar qualquer oportunidade para transmitirmos o evangelho do Reino, seja na rua, seja no trabalho, seja em nossas reuniões sociais ou mesmo no transporte coletivo para o trabalho. Mas, isso não significa que podemos dispensar as reuniões programadas da igreja. 
Certamente, Jesus não tinha a mesma tranquilidade que nós temos para fazer reuniões reservadas. Marcos, registra que certa vez Jesus estava em uma casa com seus discípulos, mas o tumulto de pessoas querendo acessá-los impedia até que se alimentassem com tranquilidade. 

"20 Então, ele foi para casa. Não obstante, a multidão afluiu de novo, de tal modo que nem podiam comer." (Marcos 3:20) 

Por isso, especialmente depois da multiplicação dos pães, Jesus tinha que se afastar dos centros urbanos e até mesmo se retirar para regiões gentílicas para conseguir instruir seus discípulos em particular. 

"24 Levantando-se, partiu dali para as terras de Tiro [e Sidom]. Tendo entrado numa casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se, 25 porque uma mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, tendo ouvido a respeito dele, veio e prostrou-se-lhe aos pés." (Marcos 7:24-25) 

"30 E, tendo partido dali, passavam pela Galiléia, e não queria que ninguém o soubesse; 31 porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará." (Marcos 9:30-31) 

O próprio sermão do monte, quando Jesus tinha a intenção de ensinar seus discípulos, é um bom exemplo de como Jesus procurava alguns momentos mais reservados. 

"1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; 2 e ele passou a ensiná-los, dizendo: " (Mateus 5:1-2) 

Pode-se notar que Jesus ao ver a multidão subiu a um monte, de modo que nem todos conseguiriam segui-lo, a exemplo dos enfermos. Lá em cima, embora muitos o tivessem seguido, Jesus dirigiu a sua mensagem aos seus discípulos, em especial. 
Portanto, podemos afirmar que Jesus, enquanto pode, manteve o hábito de reunir-se tanto no Templo (em Jerusalém), como nas Sinagogas (fora de Jerusalém), deixando de fazê-lo apenas circunstancialmente, de modo que não podemos dispensar seu exemplo em relação à sua aprovação quanto a estarmos reunidos como igreja em nossos locais separados para isso. Evidentemente, isso não nos impede de aproveitarmos outras oportunidades fora desses locais para cumprirmos nossa missão. 

Os primeiros cristãos se reuniam 

Assim que Jesus foi elevado ao céu os discípulos imediatamente procuraram ficar reunidos, de modo persistente, unânimes, ou seja, não faziam reuniões em grupos separados. Escolheram, então, um local espaçoso para fazerem suas reuniões e orações, onde desenvolveram o hábito de se reunirem em local apropriado, com capacidade para acomodar uma quantidade maior de pessoas. 

"12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. 13 Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. 14 Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele. " (Atos 1:12-14) 

Nesse mesmo lugar, além das orações, trataram de questões relativas à liderança e pediram a direção de Deus para definir quem substituiria Judas no apostolado. 

"15 Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos (ora, compunha-se a assembleia de umas cento e vinte pessoas) e disse: 16 Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus, (...) 23 Então, propuseram dois: José, chamado Barsabás, cognominado Justo, e Matias. 24 E, orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido 25 para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar." (Atos 1:15-25) 

Após cinquenta dias de reuniões, os primeiros cristãos ainda estavam unânimes. 

"1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;" (Atos 2:1) 

Nessa ocasião, estando reunidos, desceu sobre a congregação o Espírito Santo de Deus. O evento poderia ter acontecido individualmente, na particularidade de cada cristão em suas casas ou em grupos menores, mas Deus valorizou a reunião dos crentes e abençoou-os não só com o batismo, mas com a oportunidade de testemunharem publicamente a diversos visitantes estrangeiros que foram atraídos para aquele lugar. 

"5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. (...) 9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?" (Atos 2:5-6; 9-11) 

Foi exatamente nesta oportunidade, em um local de fácil acesso ao público, que Pedro proferiu seu primeiro discurso evangelístico, oportunidade em que se converteram quase três mil pessoas. 

"14 Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. (...) 37 Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. " (Atos 2:14; 37-41) 

É necessário observar que as reuniões em locais separados para congregar os salvos foi uma excelente opção para os primeiros cristãos e é uma ótima alternativa para a igreja do nosso tempo, que está de portas abertas para receber pessoas de todos os lugares para escutar uma mensagem que pode atrair cada vez mais ouvintes ao arrependimento, ao perdão, ao batismo e à integração naquela mesma comunhão.
Portanto, as reuniões da igreja não podem ser desprezadas ou consideradas como desnecessárias. Os primeiros cristãos foram persistentes em ficar reunidos esperando a manifestação de Deus e nós que já fomos alcançados pela salvação não podemos nos omitir quanto à nossa responsabilidade de permanecermos juntos, orando, adorando, tratando das questões pertinentes ao Reino de Deus e suplicando pela manifestação do Espírito Santo. Não podemos nos esquecer que nossas reuniões públicas, em locais espaçosos, constituem oportunidade para atrairmos visitantes e permitir que ouçam uma mensagem sobre o evangelho da salvação. É bom notar, também, que se não houvesse um grande grupo reunido, a manifestação de Deus pela variedade de línguas não teria sido ampla o suficiente para alcançar todos os estrangeiros. Embora somente Pedro tenha pregado, todo o conjunto de pessoas foi decisivo para o acolhimento dos estrangeiros. 

A igreja primitiva se reunia no Templo

Imediatamente após o evento do cenáculo, aquele grande número de novos convertidos passou a se reunir regularmente no Templo, precisamente no pátio, que era um local espaçoso o suficiente para acolher a todos e, também, porque os apóstolos mantinham o hábito de frequentar o Templo. 
Ao que nos indica o relato de Atos, os primeiros convertidos mantiveram o hábito diário das reuniões regulares no Templo e com seus testemunhos atraíam cada vez mais pessoas para a congregação dos crentes. 

"42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. 44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. 46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa [ação fraternal] e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos." (Atos 2:42-47) 

É bom notar que a unanimidade (“estavam juntos”) ocorria no Templo. O partir do pão “de casa em casa” e o compartilhamento de refeições era uma atividade social para amparar os menos favorecidos. 
Por certo, as atividades fora do Templo é que geravam a simpatia da comunidade dos não crentes e tornavam a graça de Deus manifesta a todos, de modo que isso abria o caminho para que o Senhor acrescentasse às reuniões dos crentes (no Templo) cada vez mais pessoas, o que não poderia ser feito em locais pequenos, já que logo na primeira pregação foram acrescentadas quase três mil pessoas. 
Em certa ocasião, Pedro e João, ao se dirigirem ao templo para orar, curaram um homem coxo que estava colocado próximo à porta formosa. Ao ser curado, aquele homem seguiu os apóstolos para dentro do Templo, onde causou grande admiração nos que ali estavam. Ao notar a aglomeração, Pedro aproveitou a oportunidade para anunciar o evangelho de Jesus. 

"1 Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. 2 Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. 3 Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. (...) 7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; 8 de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus. (...) 11 Apegando-se ele a Pedro e a João, todo o povo correu atônito para junto deles no pórtico chamado de Salomão. 12 À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?" (Atos 3:1-3; 7-8; 11-12) 

Após sua exposição, exatamente ali, no Templo, mais duas mil pessoas foram alcançadas pelo evangelho de Jesus e o número de salvos chegou a quase cinco mil homens, o que nos mostra como Deus aprovava a atitude dos apóstolos. 

"4 Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil. " (Atos 4:4) 

Por ocasião desses acontecimentos, Pedro e João acabaram presos. Depois que foram libertados, mesmo sob ameaças (At 4:18 e 21) não abandonaram a ideia de se reunirem com a igreja no Templo. 
No capítulo 5 de Atos, notamos que os apóstolos continuaram a pregar e a se reunirem com toda a igreja no Templo. Deus aprovava todo o trabalho dos apóstolos e as reuniões da congregação, tanto que os honravam com o crescimento do número dos salvos e com a manifestação do seu poder por meio da vida deles. 

"12 Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão. 13 Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. 14 E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor," (Atos 5:12-14) 

Portanto, não há como desconsiderar que o método de espalhar a graça e o amor de Deus por meio de nossos relacionamentos diários deve ser feito fora dos locais de reunião da igreja, mas isso não dispensa de modo nenhum o nosso dever de nos reunirmos nos locais separados para as reuniões da igreja, ainda que seja um local ao ar livre, debaixo de uma árvore ou no pátio de uma escola. Mas, nossa responsabilidade não é apenas de atrair pessoas com nosso comportamento, mas de leva-los às reuniões da igreja para que ouçam uma mensagem sobre o evangelho da salvação de Jesus. Foi assim que o Senhor acrescentou diariamente novos salvos à sua igreja, mostrando que aprovava aquele modo de trabalhar. Ora, se Deus aprovou essa metodologia no tempo dos primeiros cristãos, por que ele a rejeitaria em nosso tempo? 

A igreja primitiva se reunia outros locais 

A igreja cresceu em número e isso foi muito bom. Enquanto estavam todos congregados em uma mesma cidade, em um mesmo Templo e com os mesmos líderes, tudo estava sendo preparado para uma segunda fase da igreja. Ela teria que se espalhar pelo mundo para que a mensagem do evangelho alcançasse não só os judeus de Jerusalém, mas, também, os samaritanos e, depois, os gentios. 
Por essa razão, Deus permitiu que sobreviesse uma perseguição sobre os primeiros cristãos, de modo que foram obrigados a se dispersarem pelas regiões da Judeia e de Samaria. 

"1 (...) Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria." (Atos 8:1) 

"14 Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João;" (Atos 8:14) 

Por óbvio, na medida que os crentes se espalharam, as reuniões perderam a dimensão inicial e, por certo, cada novo grupo que se formava tinha como ponto inicial pequenas reuniões, provavelmente em suas casas, com pessoas mais próximas. Exemplo disso foi o ocorrido com Cornélio que, ao mandar chamar Pedro, estava reunido com um grupo de parentes e amigos em sua própria casa para receber a mensagem do evangelho.

"23 Pedro, pois, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles; também alguns irmãos dos que habitavam em Jope foram em sua companhia. 24 No dia imediato, entrou em Cesaréia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos." (Atos 10:23-24) 

Daí percebemos que, em certa medida, as reuniões nas casas são o modo natural como o evangelho pode se espalhar pelos bairros, cidades, estados e nações. Deus, mais uma vez, aprovou tal procedimento ao derramar sobre os ouvintes de Pedro o Espírito Santo. 

"44 Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra." (Atos 10:44) 

Entretanto, notamos, também, que, na medida que a número de salvos ia crescendo, era natural que buscassem locais maiores para suas reuniões, segundo o modelo aprendido desde as reuniões de Jerusalém. 
Em Antioquia, por exemplo, após a perseguição, o pequeno grupo que se dispersou para ali cresceu e, certamente, não estava mais reunido em casas. E nessa ocasião, os salvos foram chamados pela primeira vez de cristãos e o local de reunião certamente era apropriado para reuniões maiores, senão vejamos: 

"19 Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. 20 Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus. 21 A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor. 22 A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia. 23 Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. 24 Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. 25 E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; 26 tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja [nvi: “como a igreja”] e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. " (Atos 11:19-26) 

Não é difícil notar que o local de reunião em Antioquia não poderia ser uma casa, pois não caberia aquela numerosa multidão. Também, observamos que as reuniões eram regulares e que Paulo e Barnabé ficaram ali os ensinando por um ano inteiro. 
Desde então, o processo se repetia e, na medida que ocorriam as viagens missionárias dos apóstolos, novos grupos se formavam. Logo, as notícias sobre igrejas que se reuniam nas casas em nada invalidam o processo de transferência das reuniões para locais maiores e apropriados para a comunhão e para o ensino de uma grande quantidade de pessoas ao mesmo tempo. 
Certa vez, Paulo estava em Trôade reunido com a igreja em um cenáculo que ficava no terceiro andar de um edifício e ali permaneceu com os irmãos por toda a noite ensinando-lhes, o que nos mostra o quanto a igreja sente necessidade tanto de estar reunida para o partir do pão como de ouvir os ensinamentos da parte de Deus. 

"7 No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. 8 Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos. 9 Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto. 10 Descendo, porém, Paulo inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a vida nele está. 11 Subindo de novo, partiu o pão, e comeu, e ainda lhes falou largamente até ao romper da alva. E, assim, partiu. 12 Então, conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados. " (Atos 20:7-12) 

Não podemos deixar de reconhecer o quanto a expansão da igreja contou inicialmente com pessoas de bom coração que abriam as portas de suas casas para um novo trabalho de evangelização. Mas, não se pode afirmar que a igreja tenha permanecido em casas ou que seja esse o local adequado para a reunião permanente dos crentes. 
Vejamos o caso da igreja de Corinto, que começou com apenas um casal e, após algum tempo, já estava reunida em locais apropriados para reuniões de maior proporção. 
A igreja de Corinto teve início quando Priscila e Áquila receberam o evangelho pregado por Paulo na Sinagoga da cidade. Paulo ficou hospedado na casa deles que, provavelmente, tornou-se um ponto inicial de acolhimento de novos crentes, embora Paulo tenha continuado pregando regularmente na Sinagoga dos judeus. 

"1 Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. 2 Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles. 3 E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas. 4 E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos. " (Atos 18:1-4) 

Em seguida, pela evangelização de Paulo, Tício e Crispo, líder da Sinagoga local, bem como toda a sua família se converteram, assim como muitos outros que acompanharam as pregações de Paulo por 18 meses em Corinto. 

"7 Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa era contígua à sinagoga. 8 Mas Crispo, o principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados. (...) 11 E ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus. " (Atos 18:7-9; 11) 

Mais adiante, ao lermos a primeira carta de Paulo aos Coríntios, podemos perceber que naquela ocasião eles já tinham um local próprio para suas reuniões, como podemos perceber pelo modo como Paulo os orientou acerca da ceia, deixando claro que a reunião não era realizada em casas.

"18 Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja [nvi: “como igreja”]; e eu, em parte, o creio. 19 Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio. 20 Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis. 21 Porque, ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague. 22 Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo. (...) 34 Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco." (1 Coríntios 11:18-22; 34) 

De igual modo, Paulo deixa claro que as reuniões da igreja de Corinto não eram em casas quando dá suas ordens em relação ao modo como deveriam ordenar as reuniões, mostrando, inclusive, que era um local aberto ao público, possibilitando a entrada de estranhos (incrédulos e indoutos). 

"23 Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos? 24 Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado; 25 tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós. 26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação." (1 Coríntios 14:23-26) 

Logo, a formação da igreja de Corinto nos é um bom indicativo tanto da necessidade da igreja estar reunida para ser edificada, como nos mostra que o seu progresso numérico permite que o grupo faça suas reuniões em locais públicos apropriados para receber uma grande quantidade de pessoas, embora saibamos que locais menores propiciam uma aproximação maior das pessoas. 

A igreja primitiva se reunia em casas 

A igreja de Jesus também pode estar reunida em casas.

 "5 saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo." (Romanos 16:5)"14 Saudai Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que se reúnem com eles. 15 Saudai Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã, Olimpas e todos os santos que se reúnem com eles." (Romanos 16:14-15) 

Apesar dessas indicações de reuniões em Roma, talvez pelas condições locais, não vemos nenhuma crítica dos apóstolos às reuniões realizadas em locais que acomodassem grande quantidade de pessoas ao mesmo tempo, como o que acontece no que hoje chamamos de igreja. 
Seja como for, mesmo que as reuniões em casa fossem uma realidade passageira, circunstancial, o importante é que a igreja deve estar reunida e os crentes não podem viver indiferentes a essa necessidade. 

Paulo pregava nas sinagogas 

Paulo usou por muito tempo a estratégia de iniciar suas apresentações do evangelho de Jesus aproveitando as oportunidades que lhe eram abertas para falar nas sinagogas dos judeus. Sempre tinham aqueles que lhe davam crédito e aceitavam a sua mensagem. Então, em um primeiro momento, enquanto era possível, Paulo permanecia pregando nas sinagogas e reunindo ali os que iam sendo acrescentados à igreja, ainda isso não durasse muito tempo.

"20 E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus. 21 Ora, todos os que o ouviam estavam atônitos e diziam: Não é este o que exterminava em Jerusalém os que invocavam o nome de Jesus e para aqui veio precisamente com o fim de os levar amarrados aos principais sacerdotes? 22 Saulo, porém, mais e mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo. " (Atos 9:20-22) 

"5 Chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas judaicas; tinham também João como auxiliar." (Atos 13:5) 

"14 Mas eles, atravessando de Perge para a Antioquia da Pisídia, indo num sábado à sinagoga, assentaram-se. 15 Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a. " (Atos 13:14-15) 

"1 Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos." (Atos 14:1)

"10 E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11 Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. 12 Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não poucos homens." (Atos 17:10-12)

 Assim, é importante destacar que a prática de se pregar, exortar e ensinar em locais abertos ao público foi uma prática aprovada por Deus, tanto que foi assim que a igreja de Jesus começou e cresceu. Daí, mais uma vez, notamos a importância de procurarmos as reuniões onde a palavra de Deus esteja sendo anunciada, para que sejamos edificados e constrangidos a seguir a Jesus diariamente. 

A igreja primitiva se reunia em escolas 

Quando Paulo estava em Éfeso, inicialmente pregou o evangelho por três meses na Sinagoga, mas devido às resistências daqueles que não acolhiam a mensagem, ele decidiu mudar-se, com seus discípulos para a escola de Tirano, onde fazia as reuniões regulares com a igreja, de modo que atraiu muitos ouvintes e dali espalhou a mensagem do reino para toda a Ásia. 

"18:19 Chegados a Éfeso, deixou-os ali; ele, porém, entrando na sinagoga, pregava aos judeus. (...) 19:8 Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus. 9 Visto que alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo, apartando-se deles, separou os discípulos, passando a discorrer diariamente na escola de Tirano. 10 Durou isto por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos." (Atos 18:19; 19:8-10) 

Novamente, concluímos que a reunião dos crentes é importante, não só para a edificação da igreja e para se vivenciar a experiência comunitária, mas para dar oportunidade àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de serem confrontados pessoalmente com a palavra de Deus. Não fosse a energia, a fé e a perseverança daqueles que se mantiveram agregados ao longo dos séculos, nós nem mesmo teríamos recebido o evangelho da salvação, uma vez que o isolamento leva o homem a viver somente para si mesmo e a “lavar as suas mãos” aos outros. 

BENEFÍCIOS DE PARTICIPARMOS DA IGREJA 

Nos cultos e reuniões da igreja o novo nascido ouvirá a pregação da Palavra de Deus e será fortalecido, exortado e encorajado a permanecer firme na fé e na esperança, por meio da comunhão com outros, participando ativamente das atividades da igreja (Corpo de Cristo) e de muitos benefícios. 

Oportunidade de exercer dons e ser edificados 

Nas reuniões da igreja, temos a oportunidade de exercitarmos os dons que recebemos do Espírito Santo de Deus para a edificação uns dos outros. 

"26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação." (1 Coríntios 14:26) 

Quando nos encontramos, podemos ouvir palavras e mensagens que podem proceder tanto da boca do pastor como pela boca dos nossos irmãos que podem nos instruir e aconselhar. 

"16 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração." (Colossenses 3:16) 

Adoração 

Na igreja cantamos louvores ao nosso soberano Deus, fazemos orações de agradecimento e engrandecimento ao Senhor e elevamos nosso espírito ao céu. Evidentemente, podemos adorar a Deus em outros lugares, mas o culto é sempre estimulante da nossa adoração, uma vez que se ficamos em casa, tendemos a nos envolver com outras atividades e deixamos a adoração em segundo plano. 

"21 a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!" (Efésios 3:21) 

"20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. " (Mateus 18:20) 

Instrumentalização dos santos 

Frequentando a igreja, suas reuniões e seminários estaremos nos preparando para assumir o nosso chamado e a desenvolver nossa vocação, uma vez que Deus separa, no meio de sua igreja, aqueles que serão missionários, profetas, evangelistas, pastores e professores. 

"11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo," (Efésios 4:11-12) 

"4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, 5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, 6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; 7 se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; 8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. " (Romanos 12:4-8)

 Evangelismo – instrução para a missão 

Na igreja, também, somos instruídos para o exercício da nossa missão comum, que é levarmos o evangelho de Jesus por onde formos, seja em nossa parentela, em nosso trabalho, em nossa escola ou em nossos momentos de lazer. 

"18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. " (Mateus 28:18-20)

Além disso, as reuniões são sempre uma boa oportunidade para falarmos de Jesus aos que estão visitando a igreja e que ainda não tiveram sua própria experiência com o Senhor Jesus. 

Ceia do Senhor 

Participando ativamente da igreja estaremos, ainda, participando do momento mais sublime que Jesus nos ordenou, que é a santa ceia, onde nos lembramos da morte, da ressurreição, da comunhão do corpo de Cristo e da promessa de que Jesus irá voltar para os seus. 

"23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. 26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha." (1 Coríntios 11:23-26)

Batismo 

Na igreja todos os novos convertidos são instruídos para a grande decisão do batismo nas águas. Assim, nenhum novo nascido pode perder os ensinamentos que serão ministrados para prepara-los para essa importante decisão. 

"41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. " (Atos 2:41) 

Participar da assistência fraternal 

O envolvimento com a igreja, também, certamente levará o cristão a desenvolver uma mentalidade diferente daquela que ele possuía quando vivia somente para si mesmo e para os seus interesses. Na igreja, percebemos que a vida em comum traz-nos a responsabilidade de assistirmos os necessitados, seja em suas necessidades espirituais, seja em suas necessidades materiais. Nenhum cristão verdadeiro pode fugir a essa responsabilidade, sob pena de negar um dos mandamentos mais importantes de Deus: amar o próximo como a si mesmo. 

"1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; 2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. 3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, 4 pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. 5 E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;" (2 Coríntios 8:1-5)

"1 Ora, quanto à assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever-vos, 2 porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, (...) 5 Portanto, julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como expressão de generosidade e não de avareza. " (2 Coríntios 9:1-2; 5) 

"12 Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus," (2 Coríntios 9:12) 

Comunhão 

A integração na igreja permite-nos o aperfeiçoamento do exercício do amor mútuo e gera cada vez mais comunhão com Deus e com o próximo, em sua correta expressão. Quando vivemos a necessidade do outro e passamos a orar por ele e a nos envolver com a sua causa, estamos nos desligando do nosso egoísmo natural para aprender o altruísmo neotestamentário, tornando a liga que nos une cada vez mais forte. 

"42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações." (Atos 2:42) 

"27 Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;" (Filipenses 1:27) 

Somente quando lutamos juntos pela fé evangélica, em amor por Deus e pelo próximo conseguimos chorar com os que choram e nos alegrarmos com os que se alegram. 

"15 Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. 16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos. [egoístas]" (Romanos 12:15-16) 

CONCLUSÃO 

Por fim, é importante admitir que nos tempos atuais há muitas pessoas desencorajadas a participarem da igreja, provavelmente trazendo suas decepções como justificativa para tanto. De fato, é preciso reconhecer que o modelo de igrejas hoje existente está bastante viciado e que necessita de grandes ajustes. 
Entretanto, não podemos deixar que “o errado” prevaleça sobre “o certo”. Nosso parâmetro não pode ser o que está sendo feito em vários lugares, mas o que a palavra de Deus nos mostra ser o certo. 
Assim, fixando-nos no apelo de Deus, deixemos a advertência escrita aos Hebreus nos impactar para não desistirmos do propósito de Jesus de estarmos congregados como igreja. 

"25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima. " (Hebreus 10:25)

Em 14 de outubro de 2015 
 Por: Pastor Sólon Pereira

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