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Por que fomos criados e existimos?

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O propósito da nossa criação exclui a possibilidade de termos um fim em nós mesmos. 

Quem pensa que veio a este mundo para cuidar de seus próprios interesses, ganhar dinheiro, alcançar sucesso pessoal, construir impérios e gozar prazeres não conhece a essência e os desígnios de Deus. 
Antes da fundação do mundo, Deus já existia e em nada dependia de nós para a sua existência. Ou seja, Deus não existe em função do homem.
“Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.” (Salmos 90:2 RA)

De modo contrário, a bíblia sagrada nos informa que, a partir de um certo momento da eternidade, nós fomos criados e passamos a existir para um fim específico. Ao que podemos notar pela leitura da palavra de Deus, o propósito da nossa criação exclui a possibilidade de termos um fim em nós mesmos, pois fomos criados “por Deus” (único), “para Deus” e “em Deus existimos, vivemos e nos movemos, conforme se vê a seguir. 

“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” (Apocalipse 4:11 RA) 

“todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.” (1 Coríntios 8:6 RA) 

“pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.” (Atos 17:28 RA) 

Separando essas informações temos: 

a) fomos criados por Deus, o qual merece toda glória (digno); 

b) existimos porque Deus espera algo de nós (existimos para ele); 

c) Deus é a fonte da nossa vida, de modo que precisamos Dele para viver (nele vivemos);

d) Deus é força que nos motiva, pois Nele temos propósito a cumprir (nele nos movemos)Jesus é, igualmente, alvo dessa glória devida a Deus, pois o próprio Senhor o coloca no mesmo nível de divindade e como razão da criação e da nossa existência, senão vejamos:

 “15 Este [Jesus] é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. 18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, 19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Colossenses 1:15-19 RA) 

Separando essas informações temos: 

a) fomos criados por meio de Jesus, em quem reside toda a plenitude (tudo); 

b) existimos porque Jesus espera algo de nós. Tem propósito em nós (criados para ele); 

c) Jesus é fonte de vida, de modo que precisamos dele para viver (nele tudo subsiste); 

d) Jesus é força diretiva que nos move e dá ordens aos nossos movimentos e ações, orientando-nos ao seu propósito (ele é a cabeça do corpo).

Adicionalmente, a palavra de Deus nos ensina que o Espírito Santo de Deus foi designado para, entre outras coisas, em tempo específico, realizar um propósito de Deus, qual seja: conduzir o homem à verdade, convencê-lo de seus pecados e das conseqüências de se desprezar a vontade de Deus, que é a santificação (arrependimento, confissão e perdão dos pecados) e, assim, glorificar a Jesus

 “7 Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. 8 Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: (...) 13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. 14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. 15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.” (João 16:7-12; 13-15 RA) 

Nesse mister de convencer o homem de sua necessidade de restauração ao estado original (santo), o próprio Espírito Santo de Deus glorifica a Jesus, assim como o Pai o glorificou e o exaltou acima de todo o nome. E quando Jesus é exaltado e reconhecido como Deus, o Pai também é glorificado:

“9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:9-11 RA) 

E quanto a nós? 

Se já sabemos que fomos criados por Deus e por Jesus. Se já sabemos que o Espírito Santo nos foi concedido para nos ajudar na tarefa de santificação. Se já sabemos que não fomos criados para um fim em nós mesmos. Se já sabemos que em Deus e em Jesus existimos, vivemos e nos movemos para um propósito específico... qual seria este propósito? 

Fomos criados para sermos santos e para o louvor da glória de Deus!

Segundo a palavra de Deus, fomos criados para sermos santos e para o louvor da sua glória. Isso justifica a tarefa que foi dada ao Espírito Santo, de nos conduzir à santificação. Mas, para que devemos ser santificados? Ora, a santidade é imperativa para o louvor da glória de Deus, que é santo e só admite em sua presença adoradores santificados.

“porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:16 RA)

 “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,” (Hebreus 12:14 RA) 

No princípio de todas as coisas, o homem criado para a glória de Deus era santo, puro e sem o conhecimento do mal. Mas, por causa do pecado caiu e perdeu a condição original de adorador da glória de Deus, uma vez que foi lançado de sua presença (Gn 3:23-24). Por isso, após a queda, tanto Adão como nós temos que buscar primeiro a santificação pelo perdão de nossos pecados para cumprirmos com o propósito de Deus, de sermos adoradores.

Mas, como o próprio Adão não poderia solucionar o problema do pecado e tornar à comunhão com Deus por si mesmo (Gn 3:7), Deus, em sua infinita misericórdia, trouxe-o novamente à sua santa presença cobrindo-o com a pele de um animal sacrificado (Gn 3:21). De igual modo, nossa comunhão com Deus só se estabelece após nossa restauração do pecado, o que hoje é possível por meio do sacrifício de Jesus (o cordeiro de Deus – Jo 1:29), que nos santifica para, como filhos, prosseguirmos no propósito para o qual inicialmente fomos criados.

Sim, eis a razão da nossa criação e existência: para louvor da glória de Deus

“4 assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,” (Efésios 1:4-6 RA)

 “11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;” (Efésios 1:11-12 RA) 

Quem corre atrás de satisfação pessoal, dinheiro, fama e prazeres nunca preenche o vazio de seu coração. Nunca alcançará a plenitude da vida porque não atende ao propósito do criador.

Agora que conhecemos o que Deus espera de nós, estamos conscientes de que jamais seremos felizes, plenos e satisfeitos se negarmos a Deus o louvor à sua glória. 

Por mais que o homem conquiste bens, riquezas, prazeres, fama e tudo o mais que desejar para satisfazer o seu ego, jamais encontrará a paz, a felicidade. Antes, ficará como “o cão que corre atrás do rabo”. Assim é aquele que corre atrás de coisas que nunca o satisfazem e nem preenchem o vazio de seu coração. Sim, este nunca alcançará a plenitude da vida.

E diante da magnitude e perfeição da criação, que lhe dá evidências da existência de Deus, o homem que não glorifica a Deus é indesculpável porque, mesmo percebendo que existe um soberano criador, não se rende a ele em louvor e adoração: 

“20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:20-22 RA) 

O homem que não glorifica a Deus em sua existência é indesculpável!

Por fim, há algo que precisa ser esclarecido. Mesmo sabendo que o amor é um dos atributos comunicáveis de Deus, não temos informação bíblica nos dizendo que quando Deus projetou e criou o homem estava precisando de alguém para amar e para amá-lo.De outro modo, os registros bíblicos que facilmente encontramos sobre o amor de Deus pelo homem e vice-versa dizem respeito a um momento posterior à criação e, em especial, depois do pecado. 

“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.” (Deuteronômio 6:5 RA) 

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8 RA) 

Quem ama cumpre mandamento; quem adora realiza o propósito de sua existência 

O fato é que podemos afirmar que, antes de formar o homem, Deus tinha um propósito: criar adoradores que não fossem anjos, mas humanos. E esse propósito (predestinado) está claramente descrito na palavra de Deus (Ef 1:4-6; 11-12). 

Por isso, para a sua própria felicidade, é de se esperar que o homem cumpra com a função para o qual fora criado.Entendemos que aqueles que, pregando ou cantando, colocam o homem no centro, invertem as motivações centrais da existência e propósitos de Deus e do homem. Deus ama o homem, sim, e quer salvar a humanidade da perdição, mas Deus não existe em função de sua criação. 

Deus não existe para o homem e sim o homem para Deus. 

Portanto, o homem deveria desocupar em sua mente o lugar que pertence a Deus. Enquanto ele não deixar Deus ocupar o lugar principal em sua vida, pensando que Deus existe para servi-lo, independentemente de suas atitudes, não glorificará ao Senhor e, consequentemente, não cumprirá com o propósito para o qual fora criado.

A Deus seja o louvor e a glória para sempre! 

 “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.” (Salmos 115:1 RA) 

Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas legiões celestes.” (Salmos 148:2 RA)

Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!” (Salmos 150:6 RA)

Em 17 de junho de 2012.

Pastor Sólon Pereira 

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