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Arqueólogos encontram evidências da existência dos reinos de Judá e Israel

Muro encontrado por arqueólogos comprovam que a cidade de Laquis foi fortificada no tempo do rei Roboão.

Arqueólogos questionavam se a cidade de Laquis, no centro de Israel, era uma cidade fortificada no tempo do rei Roboão, filho de Salomão. Depois de ser escavada inúmeras vezes nos últimos 80 anos, novas descobertas indicam que sim e apoiam a narrativa bíblica.

A mais antiga menção conhecida de Laquis está nas cartas de Amarna, que faziam parte do arquivo de correspondência do Egito com os seus reis vassalos e governadores em Canaã no século 14 a.C. As cartas indicavam que Laquis era uma cidade grande e poderosa em Sefelá.

Laquis foi destruída no século 12 a.C. e voltou a aparecer nos livros de Crônicas, descrita como uma das cidades fortificadas pelo rei Roboão, que governou Judá aproximadamente no século 10 a.C., cerca de 400 anos depois das cartas de Amarna.

Em todas as escavações de Laquis, não havia sinais de uma cidade fortificada durante o reinado de Roboão — até agora. Segundo o professor Yossi Garfinkel, chefe do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, um muro anteriormente descoberto data exatamente ao tempo de Roboão.

“Descobrimos que Laquis era uma cidade fortificada e que foi estabelecida por volta do ano 920 a.C.”, disse Garfinkel.



Esta descoberta anuncia o retorno da conexão entre textos bíblicos e descobertas arqueológicas. Esta é uma evidência para dúvidas que surgiram nos círculos arqueológicos israelenses se a monarquia de Israel e Judá, governada por Davi e Salomão no século 10 a.C., realmente existiu.

Os tradicionalistas afirmam que as descrições bíblicas de um reino poderoso nas colinas da Judéia existem. Os críticos apontam para lacunas “intransponíveis” entre os textos bíblicos e os reais achados arqueológicos.

Garfinkel explica que, no final da Idade do Bronze, Laquis era uma grande cidade cananéia. Depois de ser destruída no século 12 a.C., ficou em ruínas por 200 ou 250 anos. A grande questão entre os pesquisadores era em relação a origem da cidade fortificada.

Garfinkel começou a procurar por um muro que seria típica de fortificações — grosso e forte. Sua equipe encontrou um muro que pode ser datado através de caroços de azeitona que foram encontrados embaixo do chão. Amostras determinaram que o muro foi construído por volta de 920 a.C., exatamente durante o reinado de Roboão.

Ele acredita que esta é uma forte prova de que, nos dias de Davi, o reino se estendia pelo menos até o vale de Elá. Garfinkel defende que o reino não surgiu de repente, mas se expandiu ao longo do tempo. “Foi um processo gradual e agora posso ver”, afirma.

A escavação em Laquis descobriu ainda outro achado importante: um altar de quatro chifres de barro, descrito no livro de Êxodo. Ela data aproximadamente no século 8 ou 7 a.C. e é o mais antigo altar conhecido do gênero, encontrado em Judá até agora. Isso atesta que os judeus de Judá não confinaram seus rituais de adoração ao templo em Jerusalém.

Em 23 de abril de 2019

Fonte: guiame