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China ataca e deporta professores cristãos estrangeiros: “Pregam ilegalmente”

Universidades devem mudar seus planos de ensino e cancelar todo o conteúdo relacionado às crenças religiosas.

Sob a alegação de que os professores cristãos estão “pregando ilegalmente”, o Partido Comunista Chinês (PCC) decidiu atacar e deportar os professores estrangeiros. Com isso, o Partido intensifica sua repressão contra a fé religiosa nos campi universitários.

A ideologia comunista ateia da China continua a ser a influência incontestada no país.

O vice-secretário do Partido do Instituto de Engenharia da Informação de Zhengzhou, na província chinesa de Henan, publicou no site da escola o chamado “trabalho de retificação especial” para a “questão cristã” em faculdades e universidades.

O documento diz que os administradores devem conduzir investigações e análises de professores e alunos nas escolas para bloquear os caminhos do cristianismo e suprimir a propagação da fé cristã nos campi. Resumindo: os administradores devem garantir que as escolas sejam sempre uma frente sólida para estudar e promover apenas o marxismo.


Repressão

A campanha para reprimir crenças religiosas em campi também está em andamento no nordeste da China. Em meados de agosto, oito professores sul-coreanos da Escola Wanbang, localizada na cidade de Harbin, província de Heilongjiang, deixaram seus empregos e retornaram à Coreia do Sul. Alguns eram professores na China há sete anos.

Segundo uma professora, as autoridades têm sido muito rigorosas ao lidar com a questão dos professores estrangeiros cristãos, para monitorá-los, o Bureau of Education estaria realizando inspeções não programadas para garantir as determinações das autoridades.

A escola deve mudar seu plano de ensino e cancelar todo o conteúdo relacionado às crenças religiosas. Foi dito aos alunos que eles não têm permissão para ler a Bíblia na escola.

Segundo fontes, em novembro passado, Jonathan, um professor americano no Hohhot Minzu College na Mongólia Interior, localizado no norte da China, foi um dos acusados pela polícia de “pregar ilegalmente”. Jonathan já trabalhava na escola há 15 anos.

Ameaças

De acordo com relatos do Bitter Winter, a supressão e a eliminação de crenças religiosas em campi universitários vêm se intensificando desde o ano passado. Os esforços das autoridades chinesas incluem também professores e alunos das escolas primárias e secundárias.

Como resultado de suas crenças religiosas, alguns alunos e professores foram submetidos a diferentes graus de ameaças e assédio das autoridades escolares.

Liu Fei (nome fictício) é estudante de uma universidade na cidade de Jinan, província oriental da China e província de Shandong, disse a Bitter Winer que líderes de escolas foram convocados para interrogatório em outubro passado.

Pelas plataformas de redes sociais da China, WeChat e Qzone, líderes de escolas alertaram que os membros da Juventude Comunista não poderiam ter crenças religiosas. Em resposta, Liu sugeriu que ela poderia se retirar da Liga.

Os líderes da escola ameaçaram a ameaçaram: “Se você se retirar da Liga porque acredita em Deus, seria considerada anti-partido. Depois de se retirar da Liga, sua bolsa terá terminado. Após a formatura, você será incapaz de encontrar trabalho”.

No final, Liu foi forçada a escrever uma declaração, pois só assim poderia terminar com o assunto.

Perseguições

Enquanto isso, Yang Qi (nome fitcítico) e sua esposa, que são professores em outra universidade, foram perseguidos pela autoridade por acreditar em Deus. A esposa de Yang Qi era membro do Partido, mas decidiu se retirar e continuar acreditando em Deus. Isso custou a transferência de seu marido e passou a receber menos salário.

A mulher disse que este é apenas o começo. “Estamos prontos para ser demitidos a qualquer momento”, disse a esposa do Sr. Yang.

Em 23 de janeiro de 2019

Fonte: guiame