Cristão é condenado por fazer culto doméstico, na Argélia

Sentença proferida por juiz local foi de dois meses de prisão e pagamento de multa.

Em 16 de junho, um juiz entregou a um cristão, pai de dois filhos que vive no noroeste da Argélia, uma sentença de prisão e uma multa pesada por realizar um culto de oração em sua casa.

Os promotores pediram uma sentença de seis meses de prisão e uma multa de 500 mil dinares argelinos (US$ 4,2 mil) para o homem de 35 anos em Mostaganem, uma cidade costeira a cerca de 350 quilômetros a oeste da capital Argel.

Em vez disso, o juiz proferiu a sentença de dois meses de prisão e uma multa de 100.000 dinares (US$ 840) para o novo cristão, que pediu anonimato porque teme por sua vida no país oficialmente muçulmano do norte da África.

A condenação aconteceu porque o homem convidou um casal cristão para orar com ele. Segundo uma testemunha, ele foi acusado de organizar o culto cristão em sua casa apesar da notória lei religiosa da Argélia de junho de 2006, comumente conhecida como lei 03/06, que proíbe o culto não-muçulmano por igrejas não registradas.

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Coreia do Norte obriga crianças a verem execução de seus familiares cristãos

Uma organização entrevistou mais de 610 refugiados norte-coreanos durante quatro anos, que relataram fatos assustadores da ditadura comunista.

Os campos de trabalho forçado existentes na Coreia do Norte fazem parte da dura realidade enfrentada pelos cristãos na nação dominada pela ditadura comunista da dinastia Kim. Além disso, uma das questões relacionadas a este tema é referente às execuções - em grande parte de cristãos - realizadas sob ordem do regime ditatorial.

De acordo com a rede de notícias BBC, as sentenças não ocorriam apenas dentro dos campos trabalhos forçados ou prisões, mas também fora deles.

A organização sul-coreana de defesa dos direitos humanos, 'Transitional Justice Working Group' afirma ter identificado 318 lugares que foram usados pela ditadura norte-coreana para realizar execuções públicas no país. A informação veio à tona após 610 refugiados que fugiram da Coreia do Norte serem entrevistados durante quatro anos.

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China intensifica guerra contra os cristãos, que não param de crescer

À medida que os fiéis crescem em número, Pequim intensifica a repressão que é ampla e profunda.

Em 4 de junho de 1989, os fiéis da China passaram a viver sob uma nova condição, enquanto o governo chinês massacrava milhares de manifestantes pró-democracia na Praça Tiananmen, em Pequim, líderes do Partido Comunista criavam estratégias para aumentar o controle sobre a religião.

Os grupos cristãos foram obrigados a se registrar em associações “patrióticas” do Estado ou a viver sob o risco de punição como “cultos do mal”.

Ansiosa por manter o acesso aos mercados ocidentais, Pequim aplicou seletivamente essas regras nas grandes cidades. A clandestinidade cristã rural suportou o peso do fechamento de igrejas e do aprisionamento em massa de seus membros em campos de trabalho forçado.

Apesar disso, o cristianismo chinês ainda experimentou um crescimento espetacular nos 30 anos seguintes.

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Ex-muçulmana é espancada pela própria família após se converter ao cristianismo

Ao saber da conversão da mulher, sua família própria família preparou uma 'armadilha' e a agrediu fisicamente.

Uma jovem ex-muçulmana do Quirguistão está sofrendo as consequências de ter se tornado uma cristã em um país de cultura fortemente islâmica.

Há cerca de dois anos atrás, Amira* começou a trabalhar e morar em uma cidade maior, próxima ao povoado onde nasceu e cresceu. Lá ela acabou conhecendo cristãos, que compartilharam a mensagem do Evangelho e assim, ela acabou se convertendo.

A moça começou a frequentar a igreja e a servir a Deus em sua congregação. Porém, quando seus pais souberam que ela havia se tornado cristã, reagiram com agressividade.

"Você é uma vergonha e uma desgraça para nossa família", eles disseram à moça, enfurecidos por ela ter abandonado o islamismo.

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Regime cubano cancela licença de construção de igreja evangélica

A denominação gastou pelo menos US$ 1.500 nos últimos dois anos em sua tentativa de cumprir as exigências do governo.

Líderes batistas em Cuba estão pedindo ao governo que cumpra sua promessa de permitir que eles construam uma nova igreja depois que sua permissão de construção foi arbitrariamente cancelada pelo Escritório de Assuntos Religiosos (ORA) do Partido Comunista Cubano.

A direção da Convenção Batista do Leste foi informada em abril de 2019 de que a permissão foi cancelada e que seu pedido de construção de uma nova igreja seria submetido ao Conselho de Ministros de Cuba, o mais alto órgão administrativo e executivo do país.

A igreja, uma das maiores da cidade, realiza trabalhos sociais nas áreas vizinhas e os líderes da igreja acreditam que este trabalho, bem como o crescimento da congregação, são as razões por trás das ações do governo.

Eles estimam que a igreja gastou pelo menos US$ 1.500 nos últimos dois anos em sua tentativa de cumprir as exigências do governo, uma quantia significativa em que o salário médio mensal é de cerca de US$ 20.

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